A estupidez é um conceito que se aplica ao ser humano , exclusivamente,
mas não aos animais ou às inteligências artificiais, as quais,
artificiais, apenas
copiam o pensamento humano em transe de estupidez lúcida, suposta
lucidez que suscita um pensamento deturpado,
sem liame ou vínculo com o mundo real, natural, neural, com os
neurônios, axônios e sinapses em função individuada e individual e não
disfunção social fomentada pelas políticas, dentre as quais estão as
políticas para a educação, economia. enfim, para o todo social ou
comunitário .
A estupidez ou estultícia é uma espécie de esquizofrenia não percebida
pela psiquiatria, por ser
tão presente no meio social, tão normal, que passa despercebida,
invisível, sem escrutínio algum, mesmo porque a "vida" ou convivência
social é necessariamente um exercício da estultície, do fingimento, da
hipocrisia, do sofismas, que é a mentira elegante, sociável, porquanto
a estultícia ou loucura de que fala Erasmo , em "O Elogio da Loucura"
é, praticamente, um fundamento da convivência, imprescindível à vida
em comum, em república ou utopia. A República é metade utopia e
vive-versa, senão não funciona dentro da engenharia social montada ou
inventada pelo maniqueísmo : uma maniquéia com vários Maniqueus, um
coletivo de Adão ou Mani, Manu ou Manes pensantes, que encetaram um
caminho no pensamento que se encheu de história depois das letras se
unirem para formar com sintaxe uma história narrada, sob a qual
subsistem vários outras histórias conexas e interligadas,
interdependentes, relacionadas, em feixes, bem como histórias não
narradas com personagens humanas, mas fábulas com animais, mitos com
deusas, lendas com heróis e homens idolatrados, descrições com a
botânica, a zoologia, a etnografia, a geografia e outra ciências
voltadas para a descrição do fenômeno e as ciências dissertativas,
cujas histórias estão no "logos" ( logia) ou lógica, outrossim
cognominada metafísica, filosofia, ontologia, espistemologia,
geologia, etc. Ainda há as ciências~ ou histórias narradas ou
descritas ou dissertadas sob outra "língua" ( língua sem enzima, ou
língua silente ) que são as matemáticas, a álgebra ( sempre pensamento
ou metafísica que caracteriza o pensamento árabe, marcado pelo Alcorão
santo do profeta do Islã ), a geometria (aliás, a álgebra é uma
geometria árabe estribada nos arabescos, pois a gnoseologia árabe faz
sua álgebra, bem como pervade todo o pensamento ontológico,
epistemológico e filosófico, em noética árabe), a aritmética, dentre
outras ciências puras, cuja língua-linguagem sua de signos e símbolos
em abundância, meramente para o diálogo da mente com a natureza ou o
objeto de estudo, conquanto o objeto seja um vaivém de sujeito a
objecto e vice-versa.
sociedade.
Aliás, não sobreviveram psiquiatras após Michel Foulcaut, excepto os
de ofício, que não passam de carpinteiros com tatibitate. Todavia, a
estultície, que "Desiderius Erasmus", denominou loucura, persevera,
mesmo porque não há percepção intelectual de que todos seres humanos
( nós) somos malucos, Chapeleiros Malucos. Basta observar com senso
pouco acurado as crianças, os jovens, os adultos e os anciãos para se
constatar, sem mister de qualquer inferência ou raciocínio dedutivo,
de que todos somos completamente esquizóides, paranóides. Megalômanos
somos todos, velhos bufões, personagens de comédia, tragédia e
tragicomédia somos; e há mister de ser assim, pois o ser humano tem a
infelicidade de conhecer da morte ( não saber, pois nunca sabemos da
morte, porquanto não temos capacidade para tolerá-la, nem em nós, que
sempre apenas uma probabilidade ou possibilidades, e nos entes
queridos, para os quais sonhamos um paraíso além-túmulo, porquanto a
morte ou o conhecimento dela, é demasiado lancinante para qualquer
cérebro, qualquer corpo vivo, para qualquer ser humano, ainda que nas
vascas da agonia, em estertores ; é um conhecimento tão brutal que
enlouquece qualquer um, faz qualquer Ismália enlouquecer. "Pobre
Aphonsus!" repica "os sinos em lúgubres responsos", canta o brado
"Aphonsus" de Guimarães, no seu poema trágico : trágico lírico!, no
septenário das dores, do Homem das Dores, que somos nós, os homens
ensandecidos pelo fardo do conhecimento. A morte não pode ser saber,
mas apenas conhecer : a morte é uma "desexistência" ( des-existência)
; dela temos
conhecimento pelos signos e sinais da morte alheia ; não temos
consciência da própria morte, nem quando estamos a morrer ou mortos ;
por isso, sabemos da morte, alheia, mas não sabemos, nem saberemos da
própria morte.Conhecemo-la pelos seus signos e símbolos, imagens,
fatos, etc.
O estulto ou imbecil são vocábulos sinônimos, ambos se
apóiam em sua bengala de velhos antes do tempo ( velhice é uma forma
de "fenomenologia" da alma ( vida, movimento, "anima" no latim, de
onde se origina a palavra "animal", conquanto a alma "cristã",
teologicamente, ou em política teológica, não concerne aos animais,
mas somente aos homens, segundo esses "novos" evangelistas que foram
os teólogos medievos e mesmo os coevos, que só reconhecem a
alma-de-gato na onomástica do pássaro assim identificado
linguisticamente, pela linguística ) , que afeta, efetivamente, o espírito ou
pensamento, ser, essência).
A imbecilidade apresenta sinonímia com
estultície. Somente nós, seres humanos, em comunidade sempre, somos
estúpidos, num só corpo ( corpo social, tal qual o das formigas,
térmitas, abelhas, matilha, alcatéia, rebanho ou grei) , e quando
falamos de ser humanos incluímos a todos, sem excepção do autor, pois
somos um só corpo social, quando em comunidade. As formigas, as
abelhas, ao contrário, são sábias, vivem e convivem fisicamente,
quimicamente, com profunda sabedoria, obedientes que são ao saber
natural, uma inteligência que dá à vida. Alma aqui na na conotação e
denotação bifurcada no latim pagão, da primeira Roma imperial e do
latim cristão, da segunda Roma, a Roma que se firmou no oriente, em
Constantinopla, com o império a esboroar-se vagarosamente,
fragorosamente. A queda ou fuga de queda do império romano ocidental é
encetada com a mudança do império ou a parte final do império romano
para o Oriente, após o que cai com fragor, expira, porém deixa o
cristianismo em seu lugar ( o cristianismo! : um de seus vários
filhos!, ironicamente) ; irônico é que o cristianismo, com os padres
da Igreja Católica, é, de fato, a ressurreição do império romano.
A estulticia é uma praga endêmica e epidêmica, uma peste negra, uma
gripe espanhola ; aliás, é pior que essas epidemias juntas, em forma
de praga bíblica, em sete pragas, porquanto têm um vasto
espectro.Todos os males do mundo tem ocasião com o advento da
estultície, marca indelével do ser humano em sua imensa maioria.
Os estultos povoamos a terra ( planeta ), daí a palavra povo segue
como substantivo e
adjetivo simultaneamente, adjetivo pejorativo, substantivo
concretamente grosseiro, ocupando o mesmo espaço de significado no
significante ou corpo da palavra. Ao se arrolar as corruptelas na
língua se depara com a estultície, atributo essencial par povo ou
homem do povo, canalha, rebanho, grei, etc. No falar se denunciam ou
anunciam sua estupidez estapafúrdia. Por exemplo, o vocábulo "cerne"
se vira em berne, no verbete para
mosca-do-berne ( "Dermatobia hominis"), quando o verbete se torna em
corruptela de
verme em tatibitate do povo ( o povo somos todos nós, quer sejamos os
mais humildes na hierarquia política, social, intelectual ou
econômica, todos somos antes de mais nada povo, ser humano em conjunto
: humanidade ; aí reside a importância do humanismo, que é um modo de
enfocar o mundo e o ser humano de forma que desfoca um pouco ou
bastante, dependendo do entendimento, o maniqueísmo, doutrina, que sob
a égide do humanismo e do iluminismo, que dialoga com o humanismo e
recoloca o maniqueísmo numa posição crítica, pois torna mais extensa a
tensão que separa o bem do mel e demais polaridades afins ( e todas
tem afinidades ), bem como dá notícia do que há entre as tensões
bipolares ou bipolarizadas pelo conhecimento ou pelo conhecimento
orientado pela visão maniqueísta,porquanto o pensamento moderno pode
considerar que as tensões não se isolam ou insulam dentre as
polaridades, nem nas abstrações que elas suscitam no conhecimento e
para comunicar esse conhecimento, cuja leitura parece somente
funcionar polarizada, em pólos, mas jamais pelo pensamento unificado;
essa leitura da unidade ocorre através das técnicas da meditação
oriental, no Yoga, Zen-Budismo, etc., porquanto mesmo na colocação do
ser de Parmênides há seu antípoda, o não-ser, e, posteriormente, com
Heráclito de Éfeso, no vir-a-ser, que põe o tempo do verbo na palavra,
tornando flexível o vocábulo, que ganha um motor : o tempo e passa a
ser denominado verbo, que não fica na imobilidade do substantivo, que
tão-somente ganha motor nas mutações espaciais providas pelo tempo, o
motor do cosmo, na forma de calor, frio, causa, efeito e outros
elementos que compõe a doutrina de Maniqueu, ou do homem, ou minha e
tua, nossa, vossa , deles e delas, porquanto Maniqueu aqui referido
sempre é o homem, a mulher, não um ser mítico ou lendário, legendário).
Em língua de povo tudo é ovo para verme ou
berne... e para gáudio dos gramáticos, estultos, parlapatões
grandiloquentes, que se regozijam com essas parvoíces populares. Os
gramáticos, que porfiam por uma língua castiça, ficam jubilantes
quando criticam zombeteiros da imperícia e estupidez de tolos que,
sendo assim tão ineptos, faz dos gramáticos e outros professores uns
mestres valorosos, paladinos do idioma de Camões. Esfusiantes
criaturas, os gramáticos!
Nesse "berne", oriundo de verme, há um rasto de lesma de estultície, que causa
asco, que é asqueroso não no vocábulo, porém nos desdobramentos
mentais, nas operações intelectuais que evoluem negativamente do
pensamento do pernóstico, do imbecil que pensa que está a quebrar
regras, de modo crítico, no sentido kantiano do termo, no entanto está
tão-somente aventando oportunidade para o crime por estultície, que é
uma forma ( idéia ) de crime não captada pelo senso dos juristas, que
somente captam o que os políticos os fazem captar ou mandam eles
perceberam: é a percepção ou sensibilidade maculada pelo conceito de
estupidez, que mancha a humanidade gravemente.
Belo é um violoncelo tocando a gravidade; entretanto essa gravidade
enfermiça é melancólica, porquanto a parvoíce é de se lamentar no
homem ou mulher adultos.
No tocante aos jovens, em geral, eles vigorosamente reagem contra essa
parvoíce sistêmica ; todavia eles
não possuem autoridade alguma, carecem de experiência e não podem
fazer muito contra a corrente da estultícia, muito genérica entre
adultos e velhos, os que se assenhoram do mundo : mundo perto, na
comunidade, ou mundo longe, nos donos das Grandes Corporações que
dominam a Terra. Naturalmente, as crianças escapam a esse reino dos
brutos, mas somente enquanto não
entram em contacto com as instituições que educam para se formar o ser
estúpido, as quais são : a família, a igreja e a escola, a empresa,
enfim, todas as
instituições sociais, cujo paradigma e origem é a igreja ou a religião,
nos casos de sociedades primitivas, neolíticas, paleolíticas, etc.
Contudo, os jovens são susceptíveis e podem aprender tal qual aprendem
os computadores : por estupidez, ou programa, que repete
incessantemente gestos automáticos ou de autômatos, através dos
inúmeros métodos para o bom estulto, que é o método
sempiterno aplicado à inocente criança desde tenra idade, pela língua
e pela linguagem, que é mais vasta em seus signos, símbolos e sinais
que o idioma, cujo fito é atingir o intelecto, à memória e a
imaginação e nem tanto as emoções, os sentimentos, que fica a cargo dos
ritos, que são formas mnemônicas ou técnicas mnemônicas de linguagem.
Tais ritos têm a função precípua de cumprir ou fazer cumprir
rigorosamente a lei da estultície, através da
educação, cujo escopo é formar papalvos, parlapatões, embusteiros, vigaristas,
padres, frades, pastores, médicos, profissionais...; enfim, todos
aqueles que se julgam ou crêem ( crédulos!) se
defenderem com o escudo da estupidez, deusa que aprenderam a venerar
e obedecer cegamente desde pequeninos.
Aos jovens fazem abrigar, no espírito ( pensamento) , o aspecto
onírico da sociedade; a saber : suas mentiras utópicas, idílicas,
políticas, econômicas, científicas, filosóficas, religiosas, etc., as
quais, não obstante serem falsas, são fascinantes, fascinam a todos os
que entram em contato com essas lorotas pela primeira ou enésima vez,
porquanto são demasiadamente atraentes ao homem, mormente ao jovem
imberbe, inerme, cândido ( um ser voltado para Voltaire ). projetam
essas miragens na mente dos jovens, valendo-se de indivíduos cuja
individualidade foi bastante mitigada pela profissão
(profissão de fé : padres, médicos, psicólogos, médicos, enfim, todos
os profissionais aclamados pela sociedade ), os quais inspiram
confiança, transmitem boa-fé e têm um poder de persuasão fantástico,
useiros e vezeiros que são de fazer crer no incrível, forjar o real
como se fora o irreal e vice-versa, num jogo de ficção e
prestidigitação "vocal", graças à força da eloquência vinculada à
aparência de sabedoria e conhecimento enciclopédico, junto aos títulos
que ostentam pressurosamente, sem senso algum de pudor ou discrição,
marcas do sábio e do homem probo. Assim fabricam sonhos para outros
sonharem acordados, vigilantes, sob a batuta hábil desses mendazes
astutos, astuciosos, sagazes, ruinosos, que elevam meras
mentiras à categoria de verdades absolutas, insofismáveis,
indiscutíveis e que, por fim, trazem decepção e amargura aos crédulos
, que acabando com qualquer fé dos jovens incautos a ponto de alijar
dos
processos de renovação, toda uma juventude, ou tornando-os, quando
muito ou menos, eremitas dentro do
corpo social estúpido, ermitões sociais, que jamais saberão ou
desejarão conviver em sociedade, senão de forma descrente e sem
qualquer entusiasmo, o que leva ás drogas
( fármacos ou não ), depressão, desânimo, ceticismo estéril ou cinismo
grosseiro ou vulgar. Fazem do jovem inteligente um incréu.
A essência da vida coletiva é a estupidez, não a inteligência ;
contudo, quando há mister da inteligência, essa inteligência tem que
ser mitigada, controlada, imbecilizada, enfim. Inteligência faz mal ao
corpo social, um corpo para o estulto, onde o débil mental
se sente à vontade e pode exercer sua inteligência política que, em
suma, é pura vigarice legalizada, por que os políticos são todos donos
do poder ( todos eles!, mesmo, e principalmente, aqueles que
discursam na oposição, ou em oposição ao governo, loquazes,
encarniçados, indignados, coléricos!...); e como donos do
poder e, consequentemente, do país ou cidade ou mudo em que vivem e onde
constroem seus territórios, erigem suas fortalezas, palácios,
castelos, com armas, brasão, Direito ( ciência da guerra com a
palavra ou com os conceitos distorcidos ), tecnologia e demais
ciências,que lhes são úteis e subservientes, através de sues
cientistas, subjugados pelo Direito, em forma ( ou formação, falange,
legião batalhão de choque...) enfim, com os escravos de todas as
profissões formadas pela escola, fábrica de tolos, ou de gênios,
sábios e eruditos subservientes, que conquanto estejam de posse de
toda a inteligência não a podem utilizar senão de forma pífia e
medíocre : na forma da lei ou no âmbito da lei, ou seja, consoante o
gosto e desgosto do mandatário no poder, o Nero diplomado, após a
eleição. A sociedade industrializa
não somente o aço ou o automóvel, mas principalmente o homem medíocre, o ogro
do desenho animado.
A lei obriga alguns ou muitos a ser o ogro e se
identificar com ele : isso é empatia social, coletiva, que faz do
homem individual um ser coletivo, totalitário, absorvido pelo estado (
todo estado tende a ser totalitário!. ter alguns donos e muitos
escravos, servos e alguns homens livres que, às vezes,
miraculosamente, sobrevivem, como os burros das fábulas! ), que não
é estado algum senão em nome, porém, de fato e de Direito, homens que
são esses estado, esse Direito, locais ou fontes de poder de onde os
três poderes ( onde estão muitos poderosos a defender seu interesse
que põem falsamente como interesse geral, mas quando alguém ousa
protestar invocam o batalhão de choque para manter a suposta ordem
mesmo á custa de vidas humanas inocentes que ali foram protestar
porque esses mesmo poderosos fingiram por lei ou decreto que eles, os
subjugados, ou únicos sob lei e rei, tinham o Direito de protestar; só
esqueceram de dizer que eles, os donos da lei, tinham o Direito
inalienável de mandar às ruas o batalhão de choque atirando e batendo
para matar sem piedade); esse tríduo poder compartilhado por inúmeros
poderosos vitalícios e herdeiros, comandam o bando de gnus que é o
povo, pois é como esse bando de gnus que é o povo é tratado pelas
alcateias no poder. A alcatéia e o rebanho, esta a
relação natural que as palavras peneiram, tapam, lapidam, mas, enfim,
manda, por lei ou decreto, empalar quem contrariar o menor interesse
dos donos dos três poderes da República de alguns, a qual, república,
muitos são subordinados na forma de escravos, servos e proletários,
sábios, engenheiros, médicos, padres...; palavras são
tapa-olhos para leitura minimizada; ínfima leitura com olho de
pirata de perna de pau, cara de mau... conforme canta uma bela marcha de
carnaval."Carnaval do Arlequim", obra pictórica de Joan Miró, artista
catalão, de tanta beleza plástica, não participa dessa tristeza sem
fim nos confins do mundo.
Os computadores ou micro-computadores, são a essência da estupidez em
forma de inteligência artificial ( o homem também é artificial, pois
vive sob regras sociais, que o tolhe, e pensa conforme a música dance
ou mande bailar; po´rem, existem aquele s selvagens, homens silvestres
que nenhuma rédea aceitam : os indomáveis, insurretos, amotinados,
rebeldes, revoltosos, intolerantes, misantropos e misóginos, enfim, os
eremitas natos ou que a sociedade projetou no tempo de convivência
assaz macabra ).
A inteligência engendrada (?) para o computador se constitui,
principalmente, de uma memória excepcional, capaz de armazenar o
inimaginável num espaço exíguo, cuja exiguidade deixa perplexo o homem
que o projetou. A memória e as operações de que é capaz o computador
suscita perplexidade; sem embargo, faz pensar nas escolas a por idéias
e pensamentos na memória humana. No mínimo é muito semelhante o
processo ; a engenharia só muda a operação e os "modus operandi".
O mesmo que se faz com o computador ou com a memória dele, se realiza
com a juventude ou os retardatários, na escola, igreja, empresa...:
onde se vai se encontro um dique deste, um açude para parar a água do
conhecimento independente, consolidando, destarte, o conhecimento
mnemônico, com o menoscabo do senso crítico, da dialética, da
ontologia, do livre arbítrio, porquanto o homem não escolhe sequer o
que deseja estudar, nem mesmo tem Direito a declinar pelo seu objeto
de estudo, sendo-lhe isso denegado por magistrados e leis totalitárias
que escarnecem do indivíduo e diz, hipocritamente, cuidar do bem comum
do velho Platão. Divino! E com isso, esse truque e a força bruta,
ganham o pão do poder para engodar as mentes juvenis utilizando de
forma leviana de conceitos sofísticos ( de sofistas, sofisma) ou
mesmo sofisticados, cujo
requinte impressiona até um pintor impressionista; só não impressiona
o computador porque este artefato cultural não possui senso crítico,
senso do ridículo, que o jovem tem, por mais ridículo que seja,
psicodélico, por pior que se comporte, por mais macaco que seja ao
arremedar seus ídolos profissionais ( terminologia que está mais
próxima nesta mundo em atuação para prostituição ou meretrício, que
da fé que caracteriza o
profeta autêntico, genuíno, que morre por sua fé, tal qual o mártir
cristão e os heróis comunistas, marxistas, que, por mais incauto que
possam ser, pensam, incomodam, podem ter despertado o senso crítico,
apagado pela educação estúpida que permeia toda a "mídia", enfim, todas as
esferas sociais. Entidades! ).
O computador é sempre estúpido, é a inteligência estúpida, não age
jamais, porquanto não concebe o tempo, tal qual faz o homem de livre
alvedrio ( cada vez mais raro na sociedade proibitiva, restritiva! );
apenas reage a comandos, assim como o homem em sociedade, sob as penas
das leis ( uma galinha! porque um pássaro voa...), adicionando
estupidez com outras formas de canalhice própria ao servo e ao
escravo, pois homens tolhidos de liberdade plena se tornam
maquiavélicos, tal qual o príncipe, por necessidade de sobrevivência
para ambos, cada um em seu âmbito : um entre os cortesãos e o outro
entre aos plebeus, a plebe ignara e enxovalhada, a qual, igual o
computador, robôs e autômatos afins, nem pensa, apenas responde ou
reage ( pensar não é reagir, mas agir; reagir é sub-ato; o ato é
pensar, que se transforma em fato ao se realizar no
mundo ou fora da esfera do pensamento que, então, dessarte, se
aliena,e ai vem outro problema filosófico grave, profundo, áspero,
ruinoso).
A inteligência artificial implantada no computador, e cujo implante é
similar no homem, feito através da escola, igreja, e outras entidades
tais, monta uma estultície que se revela, posteriormente,
irreversível , nem tanto no caso do homem, pois a natureza é muito
flexível e inteligente, no modo silvestre, mas sim do computador e,
infelizmente, nos homens cujo mau-cárater grassa, é uma peste negra
que lhe banha todas as atitudes, assim como uma gnoseologia faz a
noética, a epistemologia, a ontologia, enfim, todo o conhecimento e
comportamento racionalizado do homem probo, profundamente honesto : o
sábio natural, que encarna a sabedoria, ou o "sábio" social, que é o
erudito : o homem do conhecimento : o literato, o filosofo, o
cientista com índole filosófica, o artista-filosofo, o poeta-filosofo.
Todavia, enquanto a máquina não goza ou usufrui de senso crítico, nem
usufrui de nada, o homem, mesmo pérfido, continua a maquinar,
laboriosamente, fazendo o teatro diuturno, onde "deus ex machina!",
por´me não é um computador, um autômato ; Deus ou deus está mais para
um ser panteísta que colocamos em natureza ou inferimos das "leis" que
regem a matéria e a energia para além do maniqueísmo simplista que
encerra as físicas quânticas e relativísticas.
O homem, mesmo o "estupidificado" pela educação obrigatória, está entre
o conhecimento e a sabedoria, ou seja, entre o saber, que lhe é
próprio e aos animais também, quiçá as plantas em seus limites de
necessidade e sol ; está sempre apto a conhecer, ato exclusivo do
homem,
que jaz nos signos, mortos, historiais, e, outrossim, nos símbolos e
seus derivados, nas formas dos inúmeros artefactos elaborados e
inventados pela cultura, bem como nos valores, histórias ( mitos,
lendas, literatura, filosofia, ciências, noéticas...) , práticas
médicas, rituais, etc.
Esse pensar ou conhecer, que discrepa do saber, e não é meramente ato
ou reação animal e humana também, fundada nos órgãos dos sentidos, e
no organismo todo, está entre as tensões do sim e do não, do positivo
e do negativo, enfim, entre todas
as tensões que se esgotam, teoricamente, no relativismo ou dualismo
maniqueísta, pois todas as palavras talhadas com o fito de nomear as
várias tensões, nomeiam, em verdade, a mesma tensão sob variegadas
onomásticas, as quais objetivam espicaçar suas nuances ou
enfatizá-las, enfrentá-las, devido a uma questão de necessidade de
comunicação, antes que uma necessidade de conhecimento ; inobstante,
o conhecimento depende da comunicação precisa, porquanto é sempre
social, cultural, jamais algo individual, não se exaure no indivíduo,
mas necessita do frete do rebanho.
Na realidade, dentre essas tensões que permeiam todo o conhecimento
humano está a
doutrina maniqueísta, pois o maniqueísmo é toda a doutrina da
ciência, da religião e da filosofia, ontologia, e ciências afinadas
com a razão. Quiçá, somente no "fim da filosofia" ou na filosofia
final, mas não terminal, de Bachelard, o qual anunciara o fim da
filosofia, assim como Aristóteles foi o fim da filosofia antiga, neste
sentido filosófico, que permite o diálogo dos filósofos de todos os
tempos em todos os tempos e espaços, que, no homem, é o tempo, pois o
espaço passa a ser para o ser humano o que ele, e sua coletividade,
constrói no tempo : este o espaço humano ou historial : a cultura
construída no tempo, sobre o espaço geográfico e, concomitantemente,
geopolítico.
Ao questionar a filosofia, Bachelard fala da geometria e da
não-geometria ou geometria euclidiana e não-euclidiana, tematizando-a,
polemizando-a ; idem da química, bem como de outras ciências em
maniquéias entre o sim e não ( o sim euclidiano e o não euclidiano e
o sim da físcia de Lavoisier e o não desta química; o mesmo na física
e da demais ciências ou metafisicas que tratam ou migraram para o
sim e não, o positivo e negativo , o mal e o bem, enfim, ou o alfa e o
ômega, o começo e o fim, a escatologia, cuja ligação ou liame é
realizada a contento pela doutrina maniqueísta, desde tempos
imemoriais, porquanto essa teoria as copula, conecta-as, faz a ponte (
doutrina pontifícia! ) necessária par ao traslado da razão ou do
pensamento, encimada por vários cognomes metafísicos, embora seja o
mesmo
espaço-tenso ou em extensão inflada pelo calor e em movimento
permanente, ou recolhimento instantâneo, se necessário à reação,
perene, como a natureza, decídua como as folhas de certos arvoredos e
arbustos, postada, tal qual o anjo ou querubim guardião do Jardim do
éden, ente o bem e o mal, solene, solícito, tese dos tempos de
antanho, mas com o qual concebemos todo o conhecimento, na qual se
funda a teoria do conhecimento humano, desde remotas eras geológicas,
quiçá retirada intacta desses glaciares.
O conhecimento humano é isso: esse espaço polar, do qual esquecemos
mesmo o espaço inter-polar e nos concentramos nos pólos ( norte e sul,
austral, setentrional magnéticos ) e está entre isso ( o espaço inter
polarizado ) e nas respectivas polaridades, ou pólos, formando o
conhecimento, que os medeia e polariza e vai aos pólos antípodas. Ação
de Maniqueu, ato de maniquéia : maniqueísmo de maniqueísta ou ser
humano ao abrigo dessa concepção primordial.
Sem embargo, isso não oblitera o conhecimento, pois o conhecimento
transcende ( transcender é um apanágio ou atributo do conhecimento ou
do ato de conhecer, conceber, transcendendo, inclusive, o dualismo
fundante do conhecimento ), através do ato de apercepção, no sentido
kantiano, que põe um sentido interno ( o tempo), além dos sentidos
externos ( os cinco sentidos corriqueiros ) ; este "sentido interno"
ou tempo, que é uma intuição "a priori" ( sempre acompanhando Kant! )
conhece amplamente, estende ou transcende as fronteiras da imanência e
do imanente, que são as fronteiras limites dos sentidos externos, cujo
alcance é limitado no tempo e no espaço, conquanto possa inferir para
além desses atos empíricos, os quais, não obstante, sendo
transcendentes, mesclam-se ao ato de conhecer e conceber, graças às
palavras, que comunica tais ato inerentes ao saber, então
transplantados para o conhecer pelo poder dos vocábulos, palavras
essas todo-poderosas, que podem tudo, assim como os números, que
podem até infinito, ir e vir de infinito matemático e abstrações
algébricas ou geométricas.
Os conceitos também saem dos vocábulos para conhece tudo, pois o homem
pode conhecer tudo; entretanto, não pode saber tudo, senão por
inferência, que não é saber, mas conhecer, ou melhor, técnica ou
método de conhecer, jamais de saber ( só se sabe pelos sentidos :
externos e interno, onde o conhecimento convive mesclado à sabedoria,
algo que os demais animais não têm, pois não tem o sentido de tempo,
quiçá um invento interno do homem para conceber e saber, estabelecer o
liame entre saber e conhecer, sabedoria e erudição ).
Os sentidos sabem ou captam para saber ( provar ) aquilo ( coisa ) que
está em sua esfera de alcance, ao arredor dos sentidos, na
circunvizinhança dos sensores externos, os quais medem, provam, com a
língua nos dentes, saboreiam o mundo de fato, as coisas capturadas
pelos sentidos, enquanto o conhecimento mensura um mundo de Direito,
não o mundo de fato dos sentidos externos, ( no sentido que Kant fala
em Direito em oposição fato, sendo, portanto, o de direito aqui, puro
ato, ou pensamento, hipótese que pode virar tese quando fato, tanto no
Direito quanto na filosofia que
engendra o Direito e o ato de direito ou louvado no Direito).
Entre o bem e o mal ou sim e não, macho e fêmea, positivo e negativo,
enfim, as polaridades duais ou dicotômicas ( de fundo
anatômico-fisiológico), esteve o conhecimento até aqui ; contudo, o
conhecimento transcende isso, essa bipartição, está além, aquém e
permeia o bem e o mal ou o feminino e o masculino, ou quaisquer outras
polaridades em espaço tenso ou espaço de tensão , que pode ser o
misterioso tempo, que par alguns filósofos é o sentido interno do ser
humano, aquela inteligência natural ( sabedoria ) ou artificial (
conhecimento ou erudição, história, literatura, sendo todas uma só
unidade em ramificações ) que mescla sabedoria e conhecimento, sempre
sob a batuta da doutrina maniqueísta a dirigir e dirimir os problemas
do conhecimento.
O conhecimento ou erudição não somente transcende e é imanente,
através do veículo da sabedoria, a todo o "espaço" e "tempo" entre o
bem e o mal , espaços e tempos intersticiais, revestidos pela doutrina
maniqueísta, que, outrossim, reveste o preto e o branco ou macho e
fêmea, expresso princípio do Yang/Yin chinês, enfim, uma maniquéia
chinesa com certeza, a qual também designa as polaridades de positivo
e
negativo, enfim, arrola todas as polarizações, conquanto não estejam
antes do bem e do mal, nem além deles, consoante anuncia o anjo
Nietzsche, na sua obra " Para Além do Bem e do Mal", tratado das
tábuas quebradas ou da iconoclastia clássica.
Há, desde Nietzsche, talvez antes, porém exprimido com mais vigor por
Nietzsche, uma ampliação ou negação do maniqueísmo originário,
diletante, imerso em respectivas polaridades, os quais medeiam ou
mediavam o espaço ( ou nem contava o espaço mediador das tensões!)
dentre os pólos magnéticos ou abstratos ou elétricos,
eletromagnéticos, espaço que fabrica as polarizações ou se polariza
graças à ignição do motor denominado tempo, que, se por um lado é
considerado sentido interno pelos filósofos como Kant, por outro lado
pode ser visto como motor externo a proceder ou promover as mutações
no espaço pelo calor que dilata, o frio que contrai, o vento que move,
as diferenças ou cargas elétricas, enfim, pelos inúmeros motor que dão
partida e partem o espaço em pedaços-motor.
Esses novos enfoques do conhecimento podem levar muito além do bem e
do mal! e das geometrias negativas apresentadas pela percepção de
Bachelard ; na realidade, inauguram uma visão ou cosmovisão
discrepante ou mais extensa do maniqueísmo : levam o maniqueísmo par
além e para aquém do bem e do mel e das demais polaridades congêneres
; não encerram o espaço e tempo em espaços abstratos ou delimitados,
mas estendem-nos por todo o espaço e tempo, finitos para a sabedoria e
infinitos para o conhecimento, cujo espaço e tempo é também o da
língua-linguagem da matemática e a abstração da álgebra, que não
fecham espaço ou tempo, mas os põe integrais no espaço que vai além de
todo o espaço e tempo das polaridades, transcende ao espaço polar, nos
dois sentidos vetores : para frente e para trás e, também, para os
lados, para cima e para onde se achar espaço e tempo se inter-tecendo.
É já um espaço e tempo extenso entre elas, as polaridades, mas também
anteriores às mesmas polaridades, e de antes do espaço anterior e
posterior a esses pólos norte e sul, por assim dizer, norteando ou
tentando nortear, se há nortear.
Do exposto, se conclui, humildemente, que o conhecimento é todo
expresso pela doutrina maniqueísta, conquanto esta tese não tenha
aceite entre doutos senhores . Para os eruditos ( "asnos dourados"
pela erudição; vide Apuleio; Apuleyo e Luciano e Samotrácia (?) ou a
Menipéia, de um Menipo imaginário calcado em outro Menipo bem
real, um indivíduo de índole filosófica, um filósofo ou sábio cínico,
da escola da filosofia dos cínicos, ou cinismo de Diógenes, o
cínico-mor ou "pai!..." a gosto grego, gregário ) o maniqueísmo é
aquela teoria de um certo e determinado Manes ou Manu, hindu, ou Mani, de onde
"Maniqueu", o qual funda uma doutrina estribada no Zoroastrismo ( que
Nietzsche, por certo, ou por errado, amava, consoante seu
"Zaratustra"! amado).
Todavia, a doutrina de Maniqueu esqueceu dos espaços tensos de antes,
anteriores, e depois, posteriores, ao espaço e tempo no qual colocou
o bem e o mal, a tensão primeva do homem da caverna, as polaridades
que estruturam o cérebro e, concomitantemente, todo o corpo humano,
anatomia e fisiologia, que esta é a mente inteira, sem parar no
cérebro "capitão", que é outro conceito maniqueísta útil para a
hierarquização dos homens e, consequentemente, subordinação. Uma
versão inovadora da maniquéia, extravasada numa visão inusitada,
insólita, a qual , de certa forma , já passou ou perpassou num
sussurro pelo crivo da intuição de alguns pensadores e literatos
coetâneos, apenas fornece ao maniqueísmo um sentido lato, graças ao
sentido interno, o tempo, se é que há algum sentido, um tanto quanto
sem sentido, aparentemente.
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