quarta-feira, 27 de junho de 2012

SUZUKI - bobber, gran-turismo, custom, esportiva, fun bike, hiper sport maxi-trail

2007TMS Suzuki GSX-R 600.jpg
A luz matinal
quase dilucular
a coar-se ( escoar )
entre os interstícios das folhas
de algumas árvores e arbustos
as quais enxuga com toalha
tecida no altiplano solar
ou platô...:
- é o primeiro respingo de manhã!
no céu em fogo
discutindo o dilúculo ainda
ao viajar na carruagem de fogo
descrita crível na toada do profeta
hebraico
aos gritos histéricos
em grande clamor
que faz tremer a terra ( terremoto! )
que o indivíduo tem assentada 
por dentro da alma ( sopro de oboé )
e de pedaços de espírito
 ( outro sopro de ventania para oboísta tocar
com sutil fôlego )
ou em barco
sem vela com vela de estrela padrão ( cefeidas )
pelos céus do Egito dos faraós
e posteriormente
ou quiçá no mesmo plano de história-mito
( desprezando a cronologia )
com o barqueiro Caronte
cobrando o óbolo ou danake
( moedas da antiga Grécia )
preço pago para o morto poder atravessar as águas do rio Estige
e do rio Aqueronte
afluente do rio Styx
oriundo do mundo dos mortos

Todavia havia a fuga pela planície dos Narcisos
( havia ou há 
 e há de fato ou de direito!) ...:
ou hão-de haver
uma população "polpuda" de Narcisos perdidos nela?!... )
e o mergulho na corrente ou torrente do esquecimento
no rio Lete
que se localizava no Hades
aonde bebiam ou tocavam os mortos
a fim de olvidar a vida pregressa
( rio de vodka ou cerveja?!, esse Lethe )
ao bebericar gota a gota
em conta-gotas
até o esquecimento
antípoda da alétheia
que significa verdade ou realidade ou desvelamento
em grego vetusto
Entretanto, havia outra água clara
inodora e incolor ao espelho para narciso do lápis de cor
a qual, outrossim,
se dava de beber ( e ainda bebemo-la
em opção à vodka clara ou a cerveja amarelada )
originária do lençol d'água de outro rio subterrâneo
outro lençol freático ou aquífero
- que descendia e desce decente e mineral
do rio Mnemósine
que tudo fazia recordar
e levava o bebedor à onisciência
no desvelamento
do filósofo e dos deuses e dos poetas
criador dos deuses e anjo
que sopra a inspiração nas narinas do filósofo
em consonância com o ensinamento secreto das religiões esotéricas
que faz ouvir sem ouvidos
o toque do oboé silente e invisível
que vem de dentro do oboísta sem oboé ou melodia
- ritmo que seja!
ou não seja
na harmonia do contraponto
no caminho da fuga de José para o Egito
pelo deserto
no qual todo indivíduo se retira
por um tempo de vida eremita
pára amadurecer ou chegar ao amarelo solar
do fruto no pensamento
com gusanos como alma moventes
dançantes
que morrem quando expostos
ao fogo do sol matinal
e deixam prosperar o fruto
que será a fruta
quando levada às enzimas à boca pequena
ou grande como o deserto
(Não estaria rio Lete nos Campos Elísios,
consoante algumas versões rezavam?! )

A aurora é o primeiro fogo solar
o primeiro motor a ligar a luz
( conforme Aristóteles em frase armada há milênios na escrita )
- e a respirar luz ( um ar imaginário em Lúcifer )
como se fora  uma motocicleta Suzuki
em grande velocidade
a sugar o ar das narinas do anjo
e encher seu motor
que se nutre e "vive" de ar
- ar que é sua alma
sua atmosfera  
SuzukiGSXR1000.jpg
  O motor de uma motocicleta Suzuki
é um pulmão para a vida
e um fole para a música
de sanfona
acordeão
ou instrumento de sopro :
fagote clarinete trompa flauta
flautim ou "piccolo"
- tudo soprando a zarabatana no motor 
e com o torque do motor 
no anjo aspirante
inspirado
soprado

Fazemos, inventamos, imaginamos
- de tudo para fugir à morte :
Corremos de motocicleta
em alta velocidade
e refazemos a respiração do anjo
que é o homem a caminho
o andarilho por trilhas 
no motor que respira
e sopra o conteúdo da zarabatana
nas ventas do anjo da morte
que assim morre de fato
e não nos atormenta mais
com a morte a cavaleiro
nos escatológicos apocalípses vindouros
- vetustos inimigos em quatro cavaleiros
mesmo o Sagitário de alvas vestes 
um cavaleiro no branco do preto
no corpo oblongo do marimbondo tropical
vestido a caráter para o apocalipse 
soprado no vento que toma o corpo da zarabatana 
e vai anjo adentro inpirando
 e, destarte, ( arte mesmo!) 
invertendo a expiração do oboé
com a melodia em peçonha
de anjo negro em boca negra de mamba negra

A motocicleta respira o anjo
antes dele inspirar
antes dele soprar
o oboé em Lá 
- pois o vento sopra no anjo
o objeto soprado na zarabatana
o qual assegura a morte
por  envenenamento

 O anjo não sopra seu sopro musical
para tocar a sensibilidade
através dos dedos longos em senóides
que um oboé vem a inspirar
( e posteriormente expirar
cessando o movimento da onda senoidal )
no nariz de uma motocicleta com cariz
tal qual faz com o homem
quando alienado no oboísta
na orquestra sinfônica ou filarmônica
ou no deserto de Atacama
que ataca cada um
em determinados momentos intensos )
No soprar da motocicleta veloz
se dá o contrário quadrado
quadrático
em raiz quadrado do conhecimento ( linguagem)
e enquadrado assim :
- é a motocicleta que inspira
o ar nos foles do anjo
antes do anjo ter a chance de vir-a-ser
e soprar seu oboé no motor Otto
enquanto primeiro oboísta dado no imaginário :
- um latifúndio sem fundo mental
a soprar vida em terra metálica
ou terra industrializada no metal
da fábrica da Suzuki
com cor no matiz  azul e branco à carenagem :
é essa motocicleta que sopra a vida no nariz do anjo
que enche o pulmão
e o fole de música e vida
- que é mais que Musa ou Música!
Aqui o anjo muda a direção vetorial do sopro vital
ao soprar no anjo morto
decaído entre as folhas do outono amarelo 
um ar
que já se transformou em fumaça
- que o anjo natimorto fuma

A motocicleta vem tracionar
uma vida ao oposto
que se enceta com a morte
e é soprada pelo pistão
- novo arranjo de anjo
para banjo
com "Fiat lux"
de latim em vulgata
na faísca da ignição
que recria o universo
em colônia
numa cultura
que faz falar a técnica
- dá "logos" ( lógica) à técnica
na tecnologia
que diz o "logos"
nos verbos da língua e das matemáticas
e álgebras filosofantes
a erigir uma geometria própria
ao esquecimento de Euclides
( a geometria complexa dos arabescos 
que empreendem a saga de sabedoria 
e beleza do corão ) 

Montado sobre este cavalo-força
ou de força bruta
de elmo-capacete
cavalga  célere um cavaleiro medieval
um cavaleiro templário
um cavaleiro do apocalipse
um piloto de motocicleta
- enfim, todos em mixórdia contextual
em Dom Quixote de La Mancha!
a galopar sobre a cela do rocim!
- todos estratificados numa camada contextual da história
arqueologia
separados em estratos
mas paradoxalmente juntos
unidos em um
num ser perfeito
que carrega a história no alforge
- todos eles unidos pela intersecção  intercontextual
que os fazem muitos
e o mesmo cavaleiro
a buscar o Santo Graal
ou a Vitória alada
-(de Samotrácia!!! )
ou o que seja
que Dom Quixote buscava incessantemente
irracionalmente
- na busca de todo indivíduo
"inindividuado"
comunitário
nos cavaleiros
que se mesclam
em um ser eclético
ao gosto de Hegel e Marx 
filósofos do ecletismo sintético
da indústria do pensamento
- indústria de rouco e  ronco de silêncio 
com diálogo de violino e piano em pianíssimo
sob sono e sonho
e solitude de aranhas e moscas
em suas teias de aranhas sujas
- pesadas nos grânulos flutuantes de poeira
que a respiração dos anjos trazem
dos longos anos de vida
desses longânimos seres
feitos da mesma matéria-metafísica dos cavaleiros
que por aqui passaram
por fim no piloto de uma Suzuki
no branco da nuvem e dos olhos
e no azul em céu de brigadeiro

( Estes  são singelos apontamentos
para um anjo respirado
ou aspirado
interceptando o vento ( velho moinho)
antes de chegar às ventas do anjo
antes da sístole e diástole
através da respiração do motor
turbo ou turbo-compressor
- um artefato nato-cultural :
com origem no motor Otto
inspirado no amor do oboísta
que toca o oboé baixo em Dó
para o anjo quedo
junto ao outono escrito
no chão rodado pelas folhas descaídas
( o outono é o anjo decaído
face em folha amarela-letárgica )
- outono desenhado em norma para geometria ou álgebra
geoglifado-hieroglifado em signo amarelo
ao rés-do-chão com símbolo em letargia
com folhas ou flores em decomposição amarelo-letárgico
de plantas decíduas
que desceram com o anjo
para o qual sopra em silêncio sepulcral
um oboé "d'amore" em Lá
e responde
em responso
outro oboé "piccolo" em Fá...
Sopra, ó oboé barítono! :
- sopra a alma na fase outonal de Vivaldi 
também no pistão de uma Suzuki! 
- motocicleta que passa por dentro do anil da anileira 
índigo ( "blue" e blau de errática hieráldica )
e adentra o toda a anileira
tirando tinta da abóbada celeste em dia anil
via flor azul
tocada pelo violinista azul
que a pinta com dedos de anjo azul
ou anjo surrealista de Salvador Dali
-  tocante tocando o violino em  cordas e baqueta
no matiz espargido pelo som do violino
e um olho no branco e outro no anil
( mirando um Stradivarius executado por um virtuose definitivo)
 Todavia, não passa pela flor branca
que furta e barra a cor banhada na lágrima do olho 
 na barra da alva com aljôfar discreto
que se levanta ao levante  
 clamando por abelhas e colibris
no feromônio posto no aroma que exala      
ao sugar todo o fôlego do anjo
que cai por terra na folha e flor amarela    
morto em trevas despedaçadas da cor do azul
ao rés-do-chão em tom fatal de outono    
numa febre amarela pendida do verde  plantar
queda na queda 
sem pára-queda ou parapente)    

O homem em sua saga
é um cavaleiro azul
montado sobre um cavalo huno
ou uma Suzuki      
uno ao cavalo e à motocicleta
como um Huno
bárbaro
" o flagelo de Deus"
- um centauro a cavaleiro da alva
já em barras no céu azeviche  
no lusco-fusco do dilúculo 
( O homem, o uno, o Huno,
o uno com o Huno
uno com cavalo
e sendo assim uno
homem e  cavalo
no huno
é o centauro em ato
agora uno huno
com a Suzuki ( em corporação de motos )
cavalo cultural
artefato da engenharia )

O cavalo vai até aonde vai seu cavaleiro

e o cavaleiro até aonde for seu cavalo
- mas seu cavalo simbólico!
o qual é mais e mais
do que o equino e o equestre natural
Ambos, equino-equestre,
ou espectro do centauro refletido
e defletido na luz
são co-partícipes da mesma saga :
- Uns a cavaleiro do apocalipse
outros pós-apocalípticos profetas
com um pé no solo
e outro no ar
descalço

Hayabusa.jpg                      
 
 POST SCRIPTUM : O que tornou a economia do Japão próspera e sempre saudável foi o negócio mesclado ou tecido no fio de ouro da tecnologia, fundado na necessidade e utilitarismo. O negócio de motocicleta não acaba jamais, não tem um custo tão alto e uma instabilidade de mercado que o torne dúbio, como ocorre com os combustíveis fósseis,  petróleo, por exemplo, que tende a se esgotar e é sempre ameaçado por tecnologias que o tornem inúteis, obsoleto em pouco tempo e, então, todo o investimento elevado não terá retorno, senão temporário, como ocorreu n ciclo da borracha.
A motocicleta sempre será vendida no mundo inteiro seja com que combustível for : gás natural, energia elétrica, atômica, hidráulica, solar, etc. É negócio seguro e tende sempre a ter maior demanda, pois a densidade democráfica no mundo somente aumenta, além de ser objeto de paixão e de baixo custo comparativamente ao automóvel e avião, helicóptero e demais meios de  transportes que equivalem a qualquer Ferrari em desempenho e velocidade e custo muito menos em todo os sentidos, exceto no quesito paixão, no qual se dá a dicotomia : cada qual tem sua paixão, mas essa paixão tem sua escolha mais determinada pela economia que por qualquer outro componente : aos milionários a Ferrari e as demais mortais uma motocicleta de potência maior ou menor, de acordo com o que cabe em sua economia doméstica.
como A Suzuki era uma próspera fábrica de tecidos e posteriormente de teares, até que veio a crise do algodão e a fez mudar para poder sobreviver, inclusive ao seu fundador e criador, palavra mais exata para a genialidade do Sr. Suzuki. Hoje é uma companhia, empresa internacional, que fabrica motos, motocicletas no Japão, país das motos, país que, tecnologicamente, podemos dizer que é antes de tudo o país das motocicletas, na cultura econômica e na natureza e na visão do japonês : o país do sol nascente. Parece que  nome Japão evoca o sol nascente.      
Não obstante, o que tornou a Suzuki célebre, famosa no mundo inteiro, foram as motocicletas, cuja fama atravessou fronteiras inimagináveis, superou espectativas, conquistou o espírito humano de Alexandre, o  Grande, ou o Alexandre Magno, debruçado sobre um cavalo, o Alexandre interiorizado, o qual sobrevive intacto dentro de cada indivíduo, no anfiteatro escavado pela arqueologia e arqueólogo que cada indivíduo é, na sua alienação, ou foi um dia, sem se alienar, dentro da garrafa com o líquido amniótico do sonho ou da loucura incurável, crônica ( Alexandre, o Grande, Magno, é um monumento á paranóia, á megalomania, assim como o é o artista que há no homem, oculto no indivíduo, sob a face de um Salvador Dali, Picasso, que, outrossim é cada indivíduo humano; enfim, fora, pela via da  alienação do pensamento e da profissão ou do homem posto no mundo enquanto ser : ser de cultura, do verbo, do "logos", explorado tecnicamente pelo conceito filosófico,  desde Hegel e o excelso filósofo e pensador Karl Marx, que revolucionou ou evolucionou, a forma de pensar e de penetrar na mente humana através da fenomenologia expressa e expulsa de seu interior nos próprios atos do ser humano,  enquanto ser individuado, que anseia pela alienação de seu espírito no mundo enquanto pensamento filosófico, artístico, científico ou técnico, no caso da engenharia e das invenções que essa "técnica" ou tecnologia do pensar e do fazer  tal qual faz o engenheiro, com a linguagem ( ciência) da física pelos signos e símbolos matemáticos, do mesmo modo, ou de modo similar, ao que realiza o senhor da primeira linguagem, ou ciência, que é  poeta, em sua técnica simples e direta, que lê e, posteriormente escreve ou glifa e grafa em desenhos, esboços, conceitos para palavras e geometrias, que especulam, destarte, o homem ( primeira ciência separada da religião ou filosofia embrionária); contudo, em contraposição ou contraponto ao poeta das letras, da literatura, na engenharia a literatura leva a outros caminhos, às veredas aonde são postos os artefatos, objetos do fazer do engenheiro ( objetos do engenho) e das linguagens sociais e psicológicas, as quais grassam na antropologia, enquanto etnografia e etnologia e sociologia, bem como a psicanálise e outros instrumentos que deram ocasião ao pensamento atual, que muda completamente depois da ciência ou linguagem com a tratam Freud e Jung, cujos predecessores foram Nietzsche, Shopenhauer, com posterior desenvolvimento dado por Marx e o tronco filosófico-científico que medra na linguagem pós-marxiana, que pode ser lido e percebido na literatura dos antropologistas e outros psico-sábios ou psico-eruditos e sócio-sábios ou sócio-eruditos não envolvidos com política completamente, pois sempre se está sob  o óbolo de Cesar ( "Caesar" ) e ter que dar a César o que é dele, o que é de "César",  por força de lei e legião que se segue ao não-cumprimento da ordem legal.Contra essa força bruta, estribada no direito, contra toda essa força brutal, prescrita em lei, como um veneno, não há opção, senão pagar ou ficar entre as masmorras, cair no ostracismo, comparecer ao cadafalso ou à fogueira da inquisição dos juízes, desembargadores e ministros ;  e mais : médicos, psiquiatras, todos policiais, de branco ou de preto, pois todo estado e toda política é polícia e policial, como o queria Michel Foucault em seu pesadelo do real. O real ou realidade social é uma fábula aonde os bichos com o poder mandam e os demais obedecem, sem opção alguma, nem instinto de fuga "nem cavalo preto que fuja à galope". "Para onde"? : Não há para onde fugir do estado fundado depois da "Revolução dos Bichos", que é uma equação tão universal quanto a de Einstein, Planck ou Newton e outros cientistas cientistas  ( pensadores da física, da "physis" ) que existiram de fato. De direito tem muitos charlatães e parlapatões e histriões dignos do riso de Demócrito, o filósofo ( pensador físico ) que ria.
A Suzuki, conquanto tenha sido criada para abrir o sonho em potência nas almas fúteis e volúveis das multidões alvoroçadas, e dos pilotos geniais, ou com muito talento, uma vez que a motocicleta tem a capacidade de aglutinar, amealhar emoções e individuações que os demais produtos da empresa não têm, e não tinham à época, por serem produtos sem o charme de uma moto que acaba sob o comando de qualquer indivíduo, do homem comum,o homem da rua, que a pode pilotar, caso que não se dá com o avião e outros artefatos complexos e de difícil acesso à maioria, à multidão faminta de sonhos lançados a esmo, mormente por causa das corridas e, quiçá, porque a motocicleta tem muito do cavalo, na realidade é um cavalo a vapor, por assim dizer, um cavalo, um alazão ou baio filho do homem-Jesus, objeto industrial, um equino cultural
( não-natural, mas artificial, um artefato, exceto em alguns metais pesados, terrosos e leves, tirados à mãe natureza e trabalhados, burilados pelas mãos do homem, do artesão habilidoso, requintado), por tudo isso e muito mais, este objeto, produto da mão e do cérebro humano, supurou expectativas, pois pode ser representada  imediata e presente em cada esquina ou garagem. De mais a mais,  é, outrossim,  um produto simbólico da engenhosidade do ser humano , inclusive nas corridas de moto velocidade, cujas predecessoras eram, de fato e de direito, as corridas de cavalos em hipódromos, portanto, um ente muito significativo e eivado de com sentido humano : um norte-sul , austral-boreal humano, fora do mapa-múndi, dentro do mapa-homem.
De mais a mais, na motocicleta a força motriz é mensurada por cavalos, metafóricos, alegóricos equídeos ; HP, na sigla para  a língua inglesa, no inglês, e Cavalo vapor ( CV) nas línguas neolatinas, onde a paixão parece ser maior, embora, de fato, não o seja. A paixão é sempre desmedida, sem metro ou metragem rasa.
CV, é sigla, (ou siglema?), cujo significado óbvio é Cavalo-Vapor ou Cavalo-Força, locução que une indústria ( produção de artefatos ) e natureza, posta no cavalo, ente natural ou "in natura" ( na natureza ou ao natural ), como melhor dizia ou exprimia a língua quando em latim. Esses cavalos exprimem ou mensuram a quantidade de imaginários, metafóricos, alegóricos cavalos em força, os quais dão o empuxo ao motor no automóvel, como os cavalos naturais o faziam com as carruagens, de sonhos londrinos ou de uma Londres onírica em Sherlock Holmes, personagem de Conan Doyle, carruagens luxuosas que sã os carros do primeiro tempo historial da indústria humana do transporte.
A força ninja que vem do Japão tal qual o bárbaro Huno, que veio, creio, da Ásia ou Eurásia, em outro sentido para a palavra "bárbaro", sentido desconhecido ou ignorado politicamente
 ( "no politicamente correto da época," quiçá ) conquista o mundo montado, na posição do centauro ou da constelação zodiacal do sagitário, sobre um cavalo, com arco e flecha certeira, atirando o Apocalipse da besta, de sobre a besta com o arco e a flechada precisa, fatal, letal.
O vocábulo "Huno", nome daquele célebre povo "bárbaro" e requintado, que teria sido conduzido por Átila, o huno,  teria originado a palavra para a nação húngara, estaria na onomástica de Hungria, a terra, o país, a pátria?!, ou esse pensar é  ocioso demais, como é do feitio primevo de todo pensamento, que, não obstante, do ócio criou toda a linguagem para religião, arte, ciência e  técnica na engenharia, na química, na física, na biologia, enfim, todas formas de engenharia com linguagem que encaixam-se no objeto focado, pensado, agarrado e transformado pelas mãos e mente, em dois movimentos : o matemático ou abstrato e o técnico ou manual, hoje em automação.
O ser humano se vê refletido ou enxerga seu semblante na água límpida do riacho, o qual, aqui, seria o seu artefato :  a Suzuki, uma de suas obras-primas. O artefato do homem é seu Narciso real, não-mitológico, não mitômano, contemplado com deleite intenso, orgulho e regozijo. O narcismo é seu ato reflexo dourado ou reflexo-Freud, quando passado a passada do ato mítico para o ato mental, na psicanálise.
Outro ato fundamental na constituição da atitude humana é o símbolo e, posteriormente, o signo, que é a economia do símbolo e da imagem, ambos predecessores da linguagem que, concomitantemente, é a ciência. O símbolo separa o ato de pensar do ato de fazer : biparte atos que, "in natura", estão juntos, indissolúveis no fato, subsumidos no fato; ou seja : o símbolo cria dois atos, ao cindir o fato : o ato de direito, excludente da natureza e o fato natural, que promove a inclusão da natureza na cultura. O centauro é um paradigma desse símbolo ou da capacidade humana de simbolizar. O centauro é um símbolo, quer dizer, um ser do mundo do direito, não de fato; no mundo dos fatos estão o cavalo e o homem, separados e corpos e mente, mas jungidos no símbolo na expressão artística-mítica do centauro,um símbolo do ser do homem posto no mundo entre um animal e o homem ou entre o homem e a Suzuki que o piloto "pilota".
O sopro do anjo é o mesmo processo simbólico : o anjo não existe de fato, mas é um ente de 'direito", ao modo de Kant, e, portanto, o sopro é o vento, com o oxigênio a propiciar a combustão do motor, que de outra forma não poderia "respirar", nem tampouco existir. Na realidade, o motor não respira como o faz o homem que, no ato de respirar participa da vida; o motor não é parte da vida, mas da queima do combustível por meio de algum comburente ; vida é inteligência independente, emancipada, e a motocicleta exprime ou imprime a inteligencia oriunda do homem, pois o motor não respira algo que lhe dá inteligencia, que é vida; o motor é, qual o anjo, símbolo de vida, porém mão vida, apenas um dos muitos símbolos do homem, assim como o é o anjo, que de mensageiro, na ficção jurídica, não passa, de fato, de uma mensagem : o anjo é uma mensagem do homem por seus artefatos diversos :  Evangelho.
Sua velocidade ( das motos em questão)  depende da cilindrada.Neste sentido são classificadas em duas categorias : motociclos e ciclomotores, conforme a cilindrada permita realizar uma maior ou menor velocidade.Trata-se de potência ou potencial, conforme o caso e o piloto que pode tirar da potência toda um potencial impensado na lacuna da engenharia, que é preenchida pela interação entre o projetista, o engenheiro, o mecânico, o piloto e também o gerente e demais membros da equipe. Uma motocicleta não é só uma moto, mas a conquista de uma equipe coesa. A coesão e a coerência é que torna a equipe poderosa ou um fracasso iminente. 
OBSERVAÇÃO : A Suzuki, sendo uma moto ( ou mota ou motocicleta) esportiva, participa de campeonatos, tais quais : Superbike, Motocross, Rali, Supermoto, Moto GP, etc., quer sejam essas competições locais, regionais ou mundiais.
Tipos de motocicleta, quer sejam Suzuki ou não : Bobber, Gran-turismo, Custom, Chopper, esportiva, Fun Bike, Hiper Sport, Maxi-Trail, Minimotos ou Pocketbikes, Naked, Off-road, Scootgers, Side Car,  Street, Streetfigter, Supermotard, Underbone, Wheelie.   Motocicletas representam em série o desejo de muitos, principalmente no que se refere à performance.  
Vide taxonomia, taxionomia, nomenclatura binomial, terminologia científica dicionário científico, botânica, biologia, vida, obra, autor, zoologia, entomologia,lexicografia, verbete, glossário, wikcionário, dicionário onomástico, filosófico, de filosofia, científico, encilopédico, verbete, etc., bem como Suzuki : biografia, historiografia, historiologia, história, síndrome, cidade, motocicleta, onomástica, dicionário onomástico, verbete, enciclopédia delta, dicionário wikcionário, glossário, lexicografia indústria, corporação, fábrica, companhia.Este nome atua em vários, vida obra, pintor , artista espanhol, escultor, surrealismo, surrealista surrealizado.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

AQUERONTE - dicionário wikcionário etimologia etimo verbete enciclopédico enciclopédia delta glossário lexicografia

2007TMS Kawasaki ZX-10R.jpg
A luz matinal
quase dilucular
a coar-se ( escoar )
entre os interstícios das folhas
de algumas árvores e arbustos
as quais enxuga com toalha
tecida no altiplano solar
ou platô...:
- é o primeiro respingo de manhã!
no céu em fogo
discutindo o dilúculo ainda
ao viajar na carruagem de fogo
descrita crível na toada do profeta
hebraico
aos gritos histéricos
em grande clamor
que faz tremer a terra ( terremoto! )
que o indivíduo tem assentada por dentro da alma ( sopro de oboé )
e de pedaços de espírito ( outro sopro de ventania para oboísta tocar
com sutil fôlego )
ou em barco
sem vela com vela de estrela padrão ( cefeidas )
pelos céus do Egito dos faraós
e posteriormente
ou quiçá no mesmo plano de história-mito
( desprezando a cronologia )
com o barqueiro Caronte
cobrando o óbolo ou danake
( moedas da antiga Grécia )
preço pago para o morto poder atravessar as águas do rio Estige
e do rio Aqueronte
afluente do rio Styx
oriundo do mundo dos mortos
Todavia havia a fuga pela planície dos Narcisos
( havia ou há ( e há de fato ou de direito!) ...:
ou hão-de haver
uma população "polpuda" de Narcisos perdidos nela?!... )
e o mergulho na corrente ou torrente do esquecimento
no rio Lete
que se localizava no Hades
aonde bebiam ou tocavam os mortos
a fim de olvidar a vida pregressa
( rio de vodka ou cerveja?!, esse Lethe )
ao bebericar gota a gota
em conta-gotas
até o esquecimento
antípoda da alétheia
que significa verdade ou realidade ou desvelamento
em grego vetusto
Entretanto, havia outra água clara
inodora e incolor ao espelho para narciso do lápis de cor
a qual, outrossim,
se dava de beber ( e ainda bebemo-la
em opção à vodka clara ou a cerveja amarelada )
originária do lençol d'água de outro rio subterrâneo
outro lençol freático ou aquífero
- que descendia e desce decente e mineral
do rio Mnemósine
que tudo fazia recordar
e levava o bebedor à onisciência
no desvelamento
do filósofo e dos deuses e dos poetas
criador dos deuses e anjo
que sopra a inspiração nas narinas do filósofo
em consonância com o ensinamento secreto das religiões esotéricas
que faz ouvir sem ouvidos
o toque do oboé silente e invisível
que vem de dentro do oboísta sem oboé ou melodia
- ritmo que seja!
ou não seja
na harmonia do contraponto
no caminho da fuga de José para o Egito
pelo deserto
no qual todo indivíduo se retira
por um tempo de vida eremita
pára amadurecer ou chegar ao amarelo solar
do fruto no pensamento
com gusanos como alma moventes
dançantes
que morrem quando expostos
ao fogo do sol matinal
e deixam prosperar o fruto
que será a fruta
quando levada às enzimas à boca pequena
ou grande como o deserto
(Não estaria o Letes nos Campos Elísios,
consoante algumas versões rezavam?! )

A aurora é o primeiro fogo solar

o primeiro motor a ligar a luz
( conforme Aristóteles em frase armada há milênios na escrita )
- e a respirar luz ( um ar imaginário em Lúcifer )
como se fora  uma motocicleta Kawasaki Ninja
em grande velocidade
a sugar o ar das narinas do anjo
e encher seu motor
que se nutre e "vive" de ar
- ar que é sua alma
sua atmosfera  
Kawasaki-ZZR1400 2007TMCS.jpg
( O motor de uma motocicleta Kawasaki Ninja
é um pulmão para a vida
e um fole para a música
de sanfona
acordeão
ou instrumento de sopro ;
fagote clarinete trompa flauta
flautim ou "piccolo"
No motor e com o torque do motor
fazemos de tudo para fugir da morte
em alta velocidade
e refazendo a respiração do anjo
que é o homem a caminho
o andarilho por trilhas
A motocicleta respira o anjo
antes dele inspirar
antes dele soprar
o oboé em Lá )

O anjo não sopra seu sopro musical

para tocar a sensibilidade
através dos dedos longos em senóides
que um oboé vem a inspirar
( e posteriormente expirar
cessando o movimento da onda senoidal )
no nariz de uma motocicleta com cariz
tal qual faz com o homem
quando alienado no oboísta
na orquestra sinfônica ou filarmôrnica
ou no deserto de Atacama
que ataca cada um
em determinados momentos intensos )
No soprar da motocicleta veloz
se dá o contrário quadrado
quadrático
em raiz quadrado do conhecimento ( linguagem)
e enquadrado assim :
- é a motocicleta que inspira
o ar nos foles do anjo
antes do anjo ter a chance de vir-a-ser
e soprar seu oboé no motor Otto
enquanto primeiro oboísta dado no imaginário :
- um latifúndio sem fundo mental
a soprar vida em terra metálica
ou terra industrializada no metal
da fábrica da Kawasaki
com cor no matiz  verde-limão à carenagem :
é essa motocicleta que sopra a vida no nariz do anjo
que enche o pulmão
e o fole de música e vida
- que é mais que Musa ou Música!
Aqui o anjo muda a direção vetorial do sopro vital
ao soprar no anjo morto
decaído entre as folhas do outono amarelo 
um ar
que já se transformou em fumaça
- que o anjo natimorto fuma

A motocicleta vem tracionar

uma vida ao oposto
que se enceta com a morte
e é soprada pelo pistão
- novo arranjo de anjo
para banjo
com "Fiat lux"
de latim em vulgata
na faísca da ignição
que recria o universo
em colônia
numa cultura
que faz falar a técnica
- dá "logos" ( lógica) à técnica
na tecnologia
que diz o "logos"
nos verbos da língua e das matemáticas
e álgebras filosofantes
a erigir uma geometria própria
ao esquecimento de Euclides
( a geometria complexa dos arabescos 
que empreendem a saga de sabedoria 
e beleza do corão ) 
Montado sobre este cavalo-força
ou de força bruta
de elmo-capacete
cavalga  célere um cavaleiro medieval
um cavaleiro templário
um cavaleiro do apocalipse
um piloto de motocicleta
- enfim, todos em mixórdia contextual
em Dom Quixote de La Mancha!
a galopar sobre a cela do rocim!
- todos estratificados numa camada contextual da história
arqueologia
separados em estratos
mas paradoxalmente juntos
unidos em um
num ser perfeito
que carrega a história no alforge
- todos eles unidos pela intersecção  intercontextual
que os fazem muitos
e o mesmo cavaleiro
a buscar o Santo Graal
ou a Vitória alada
-(de Samotrácia!!! )
ou o que seja
que Dom Quixote buscava incessantemente
irracionalmente
- na busca de todo indivíduo
inindividuado
comunitário
nos cavaleiros
que se mesclam
em um ser eclético
ao gosto de Hegel e Marx 
filósofos do ecletismo sintético
da indústria do pensamento
- indústria de rouco e  ronco de silêncio 
com diálogo de violino e piano em pianíssimo
sob sono e sonho
e solitude de aranhas e moscas
em suas teias de aranhas sujas
- pesadas nos grânulos flutuantes de poeira
que a respiração dos anjos trazem
dos longos anos de vida
desses longânimos seres
feitos da mesma matéria-metafísica dos cavaleiros
que por aqui passaram
por fim no piloto de uma Kawasaki Ninja
na limonada e no limão em cor matizada

( Estes  são singelos apontamentos
para um anjo respirado
ou aspirado
interceptando o vento ( velho moinho)
antes de chegar às ventas do anjo
antes da sístole e diástole
através da respiração do motor
turbo ou turbo-compressor
- um artefato nato-cultural :
com origem no motor Otto
inspirado no amor do oboísta
que toca o oboé baixo em Dó
para o anjo quedo
junto ao outono escrito
no chão rodado pelas folhas descaídas
( o outono é o anjo decaído
face em folha amarela-letárgica )
- outono desenhado em norma para geometria ou álgebra
geoglifado-hieroglifado em signo amarelo
ao rés-do-chão com símbolo em letargia
com folhas ou flores em decomposição amarelo-letárgico
de plantas decíduas
que desceram com o anjo
para o qual sopra em silêncio sepulcral
um oboé "d'amore" em Lá
e responde
em responso
outro oboé "piccolo" em Fá...
Sopra, ó oboé barítono! :
- sopra a alma na fase outonal de Vivaldi 
também no pistão de uma Kawasaki Ninja!)                                                                  
 Ficheiro:Kawasaki Ninja 250R 2007TMS.jpg POST SCRIPTUM : A Kawasaki ( Kawasaki Heavy industries, é uma companhia internacional, com sede em Kobe, no Japão, unidades em Minato e Tóquio, respectivamente, que fabrica equipamentos de transportes :aeronaves, navios tratores, trens, robôs, dentre outros.        
Não obstante, o que tornou a Kawasaki famosa no mundo inteiro foram as motocicletas ou motos kawasaki, cuja fama atravessou fronteiras inimagináveis, superou espectativas, conquanto tenha sido criada para isso, uma vez que a motocicleta tem uma capacidade de aglutinar emoções e individuações que os demais produtos da empresa não têm, mormente por causa das corridas e, quiçá, porque a motocicleta tem muito do cavalo, inclusive as corridas, que começavam com as corridas de cavalos em hipódromos. Sua força motriz é mensurada por cavalos ( HP, que significa Cavalos força ou quantidade de imaginários cavalos em força que dá empuxo ao motor ).
Sua velocidade depende da cilindrada.Neste sentido são classificadas em duas categorias : motociclos e ciclomotores, conforme a cilindrada permita realizar uma maior ou menor velocidade. 
A Kawasaki, sendo uma moto ou mota ou motocicleta esportiva, participa de campeonatos : Superbike, Motocross, Rali, Supermoto, Motogp, etc. 
Tipos de motocicleta, quer sejam Kawasaki ou não : Bobber, Gran-turismo, Custom, Chopper, esportiva, Fun Bike, Hiper Sport, Maxi-Trail, Minimotos ou Pocketbikes, Naked, Off-road, Scootgers, Side Car,  Street, Streetfigter, Supermotard, Underbone, Wheelie.   Motocicletas representam em série o desejo de muitos, principalmente no que se refere à performance.  
Kawasaki : biografia, síndrome, cidade, motocicleta, indústria.Este nome atua em vários contextos.                         

terça-feira, 19 de junho de 2012

JATO - dicionário wikcionário verbete enciclopédico enciclopédia delta glossário etimologia etimo lexicografia

Esta vida é um caminho
que não dá em lugar algum
- estrada com abrupto fim
inacabado fim na palheta
do pintor Vincent Van Gogh
que pára o caminho
antes do meio do caminho 
( dantes Dante e pós-Drummond )
meado-meada antes de finalizar
o novelo aonde e sobre o qual caminho
mas que deixa de se caminhar
solitariamente
( não solidariamente )
e fica sem peregrinar
a pervagar enquanto caminho
que prescinde de topógrafo errabundo
e até de mim 
que não sou o caminho
porém o caminhar, o caminhante
e o caminheiro em jornada
- isso quase sou a caminho 
( O caminho é outro ser 
que não anima o homem
nem passa por dentro dele
tal qual um rododendro 
ente ao levante
 O rododendro 
outro ser 
já jaz por dentro 
na estufa do símbolo e dos signos
que se arrastam em serpentes 
a serpentear riachos lassos )
Sou só o andarilho solitário
pisando a solitude nos campos
 metido em capa de biógrafo de artista
brandindo uma paraplégica ou tetraplégica biografia...:
( A biografia não repõe o ser em bioma
nem tampouco o devolve aos corvos
depois que se revolve
no pó do anjo de queixo caído
em nocaute definitivo )


Um trigal com corvos

caminho por onde caminha Vincent Van Gogh
no  ser que continua a ser
Vereda sem buritis
cujo fim nem é fim
pois termina abruptamente
fechando-se em si mesmo
numa chave de traços herméticos
numa clave de sol
que o encima
sem pé que possa alcançá-lo
caminhá-lo
sentí-lo no quilo
( Caminho que caminho 
por ínvio caminho
sem pé ou escabelo
com o cabelo da noite às espáduas
em longas madeixas cor-de-ameixas
nigérrimas
- sob a Cabeleira de Berenice
e uma Medusa desgrenhada
em bruxa ou górgona )

Um caminho pelas entranhas da pinacoteca
leva à uma igreja
que o artista em seu fetiche
ou fetichismo
abriu no espaço criado
( espaço de credo do poeta
ali em furta-cores de arco-íris de Osíris
divindade mais egiptológica
que mitológica
ou egípcia  )
na "ermida" em verde que não abre porta
e sim o sol 
o guarda-sol ( guarda-ser )
só para o verde vivaz ou mortiço
verde-primaz
em diálogo com outros colores
"Capela" torta
tortuosa
atribulada por padres
frades que sejam!
( que sejam mas que não é! 
não são na santidade do santarrão
fanfarrão parlapatão
a parlar n púlpito )
Santuário sem portal
sem portada 
sem frontão
( aonde vai uma mulher às espáduas
rumo ao anil que se aninha dentro das janelas
gravosas ou livres!?... )
Sem vão de entrada
( bizarras entranhas estranhas
patranhas, manhas artimanhas... )
empareda e presa em si
num anel
anelada
no anelo
que irrompe da arte de Vincent Van Gogh
que deu de ombros para este mundo sórdido
depredado
dilapidado pela vanidade
( hospedeira no homem )
lapidado na lápide
pelas flores-em-versos medonhos
do poeta morto-triste
- outro Maiakoviski suicida
este Vincent Van Gogh
caminho do suicídio
( Basta a basta pinacoteca do artista holandês
para compreender
que o caminho se finda
ao suicidar-se
o homem que há no caminho
que passa no caminho
que faz o caminho
com o caminhar
Que o caminho anda junto com o caminhar
e ambos e tornam pétreos de chofre
não se sabe se no meio
do caminho da mula
ou de um era geológica
ou ainda de uma lógica
que guia o poema-batel ao mar de escolhos
( o batel a bater no arrecife! 
sem Cabral
João Cabral 
ou baía Cabrália )
Caminho pedregoso
que outrossim ou outro-não
se emperra no fim
que o autor lhe outorga
Enfim, nos confins
porque fim não há
na obra do gênio meteórico
emancipada da escatologia cristã-aristotélica
patética
poética
obra de ética
e noética
do filósofo
que inspirou a alma
( soprou a alma
como uma bolha de sabão
do oboé que tocava )
- a alma dos finais felizes!
comuníssima nos filmes felizes
e desventurados de Hollywood
e adjacências não infensas
ao poder do mito da felicidade
que engloba em si ( emaranhados )
todos os outros mitos abstratos
derivados da filosofia de Aristóteles
ou do melhor fim possível
imaginariamente ou literariamente
para o ser humano
- este indigente que somos!
- a sonhar ser
o melhor e mais feliz dos finais
como Aristóteles o foi
para a filosofia
que foi um instante breve
encetado por Sócrates
e consumado por Aristóteles
que dirige em pensamento
a cultura e a história
até os dias atuais
- dias e noites dentro do homem
que são atores ( dos dias!)
e atrizes, as noites e madrugadas,
do ultimo filósofo grego
do único trio de filósofos
que a cultura produziu no mundo inteiro
de europeu a autóctones )

Ainda errando pela tangente do caminho
pode-se suscitar a tese magra ou gorda
com seu corolário em um escólio
de que não há caminho concluso
ou em conclusão
senão até um ponto
( o ponto x-tudo ou x-nada ou x-9
de Euclides de Alexandria
e de Mégara )
- ponto incógnito antes do horizonte
fechar os olhos
( como se o horizonte fosse a Bela adormecida num bosquejo de bosque! )
- olhos negros com enormes cílios de noite
- noite banhada no betume da deusa Nix
e na luz estelar
a devassar a intimidade do lar
e o azul-verde-violinista do mar
( Por íngreme caminho caminho
- caminho eu
e  vou envolto no vulto da noite
embuçado
em contraponto ou contrapondo-me
ao ponto de Euclides
não obstante estar sempre  bailando
saltitando
equilibrando-me
sobre o menor segmento de reta
que resta
na régua
antes do fim do caminho
e do término do caminhar
do caminheiro
que sou sem caminhão
para rododendro de rodovia 
de via
- quase Ápia
ou harpia
que não pia
nem pia é
batismal
ou Maria
que espia o dia
- espiã! :
espiã russa
- a espiã que abalou
ou abaulou
a testa abaulada
de um espião soviético
no tempo glacial
da guerra fria
e cinza-flor
ou cinza-amor
no cinzel  )

O ser de Vincent Van Gogh
ficou todo em traços geométricos
mas em uma geometria em fuga de Euclides
( de Euclides a Bach há um cravo bem temperado! )
em contraponto de um Descartes montado em corpo de  parábolas
arremessado nas cores cambiantes
detrás das quais se plantam
moinhos de vento
de um Dom Quixote desvairado
alucinado
preso na malha dos caminhos hermético-escatológicos
que travam os passos
- os derradeiros passos
para a cruz
e de encontro às crucíferas ao rás-do-chão
- crucíferas crucificadas ao rés-do-chão
enquanto o céu jejua
na rota do anil roto
de déu-em-déu
bate asas ao léu
sem caminhos cortados
ou tracejados no fumo do jato
nublando o branco
dos olhos azuis
verdes herbáceos
castanhos de estanho
ou negros sem caminhos na noite
ou na pinacoteca de Joan Miró
que mira a noite
com outro  ser
que já não é Vincent Van Gogh
mas uma alternativa de caminho
frustrado por fora
porém lavrado por dentro
do ser enquanto esteve em erva daninha
espargindo a vida
- toda a vida!
no verdor dos anos de sua clorofila
na fila
da vila
- vila enclavada na aldeia abandonada às teias de aranha

( a aranha arranha o espaço com seu tear )
protegida na redoma da imaginação
de cada indivíduo que se ama por dentro
( num rododendro rodopiando 
- se e quando rodopiante 
nas hastes da taxionomia, taxonomia nomenclatura, botânica...)
e por fora nas táticas e estratégias
- fortalezas construídas na virtude
para se defender de um mundo escravocrata
camuflado de democrata
- em processo de demôniocracia idiossincrática
mercê os idiotismos
que faz a língua única no se dizer
ou imaginar que se diz
no desdiz da cicatriz 
por onde entra e sai
no vaivém de um rododendro ( "Rhododendron campanulatum" )
ou de dois mil rododendros ( "Rhododentron indicum" )
que invadem a tez 
plantam-se na pele e nas vísceras
como árvore da vida 
e na mente humana
como árvore do conhecimento
para além do bem e do mal
consoante toca Nietzsche
em sua alma de oboé 
dionisíaco-ditirâmbico
( coro de faunos e sátiros
na tangente para o satírico )
 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

SISTEMATA - wikcionário glossário wikcionario glossario


Tudo no homem ou que move o ser humano é linguagem ou são linguagens, pois dentro de um código lingüístico há códices mais amplos ou que ampliam a linguagem em diversas formas de contemplar  o universo vivido e pensado.  Aliás, sem as linguagens para atender o nome ( o “nous” verbal, verbalizado no discurso escrito, falado, pensado e cantado na forma do signo e do símbolo, nos quais  estão o significante e o significado, o desenho ou imagem em modo de símbolo, que dá o significado ou conteúdo comunicado, expresso,  e na forma do signo, que dá a forma não-imagística, desligada do ícone ), o qual, nome, detalhado em conceitos que fixam o objeto da linguagem ou da ciência, é,   ou objetiva, tem por finalidade,  fim aristotélico, nomear ou descrever o objeto, que é dual : o objeto que, como o significado e o significante,  se biparte em forma, como no signo, e em conteúdo, no caso da lingüístico o significado,  porquanto o conteúdo é o ser dado pelo observador, que, ao observar, dá-lhe o ser do homem que observa, daí  a relatividade da verdade,  um valou ou axiologia referente ao ser.
O conteúdo tem mais do ser do homem que do ser de si, que se prefigura em Kant como “coisa em si”, algo não observável, mas pensável, num pensamento incômodo, crítico, fora da realidade não –pensável, ou da realidade sensível, sendo para Kant  o ser “apenas uma posição” , algo posto no mundo,  ou “positivo”, ou “não-impossível”, para ser redundante até a ênfase máxima,  como o direito posto, possível, postulado, em posição ( tese) no mundo das coisa sou natureza,  na forma do direito positivo,  ou lei,  oriundo de ato ( humano!) e que se torna fato social, jurídico, etc., extraído da da mente humana e posto ( posição, tese)  no mundo enquanto alienação do pensamento ou pensamento alienado do cérebro ; mais do que o cérebro : do pensamento ou idéia originária na mente humana ou da divindade, o ser supremo, que dá a criação suprema : a natureza, consoante a voz do divino Platão.
O outro ser pensável ( ou impensável, impensante, fora da esfera do pensamento , na transcendência, destituído de imanência) é  o “nous” ou inteligência na categoria da quantidade, que difere da categoria aristotélico-kantiana,  da qualidade,  cuja função é suscitar o nome ; esta categoria contempla ou põe no mundo a idéia de quantidade por meio do numeral. Esta categoria se expressa pelas matemáticas em suas mais variegadas linguagens, as quais visam o espaço geométrico e numérico, que são espelhos um do outro e objetos de especulação filosófica e científica, bem como artística, no sentido lato do termo arte.  A expressão da categoria em tela  é  o ser do homem refletido sob os auspícios de outras linguagens, exclusivas para exprimir as realidades e idealidades do tempo e do espaço onde estão as coisas, que  vêm ao ser humano como objetos e retornam no anel como objetivo, finalidade aristotélica.
O “nous”, ou inteligência, ou sabedoria , enfim,  só pode ser expressa comunitariamente pelos “logos “ do nome  e do número, ou nas formas de linguagens a contemplar a semiologia ou semiótica , a qual  se inclina ao estudo de signos e símbolos , ritos,  todo o conjnto signficativo ou de significados , não somente escritos e falados, mas também esparsos pela cultura e pelo corpo individual e social anatômico e fisiológico,  no sentido ou realidade simbólica ou fática desses corpos , e do número,  no ritmo corporal e social, que é movida pela musa da  música,  no mito, que  esconde a melodia calada nos gestos, e neles proporciona a aparição da  dança,
Uma melodia e ritmo escrita  apenas para o corpo  de baile ou balé, e outras danças,  a demarcar o ritmo do tempo e os contorno do espaço geométrico, seja o que seja a geometria para a cultura e o indivíduo e está no ser das matemáticas,  no corpo, em semiótica, ou na mente envolta na semiologia ( névoa?, uma certa névoa?) , na escrita dançando dentro do pensamento, nas duas formas de conhecer ou dá a conhecer e comunicar a inteligência, ou sabedoria ou “nous”,  expressa pela semiologia ou semiótica, com suas vestes, pantomimas, mitos, ritos,  enfim, tudo  que compõe a literatura não somente artística, mas também  científica, religiosa, etc.
Não obstante, há uma inteligência sobre a semiologia que a separa da  semiótica, a qual, esta última, estuda sobre todos os fenômenos de significação,  escritos ou “dançantes-cantantes-inebriantes”, impressos pelo vestuários, artefatos, enfim, de  todo e qualquer material significativo dentro de uma cultura determinada ( ou indeterminada), enquanto a semiologia se restringe a algumas leituras ou literaturas, no caso médico ou psicanalítico, a saber  : a semiologia médica ou propedêutica, por exemplo, possibilita a leitura de diagnósticos de patologias ou disfunções, partindo, destarte, o coração da semiótica, que é um estudo genérico dos sistemas de comunicação; aliás, o que a semiologia também o é, excepto quando se refere à propedêutica da medicina, , veterinária, odontológica, enfermagem e farmácia. Mas não nos envolveremos nessas dissenções ou sutilezas técnicas, que é caso de doutrina e corrente doutrinária, o que quase nunca leva a ponto pacífico , mas a entendimento vário. Aliás, o que enriquece a inteligência é a discrepância douta.
Os vocábulos  “nous”, em voz  grega, sabedoria ou inteligência , referem-se à mesma realidade inata, guardando cada uma suas nuances de linguagem, língua e cultura, ou seja, cada uma tem um contexto ou memória vital do tempo em que falavam ou exprimiam a idéia no tempo e para o tempo com o espaço circundante perdido para a arqueologia. Já a palavra para conhecimento ou erudição faz parte do mundo criado pelo homem,  através da cultura, que contém semiologia ou semiótica, forma de ler e escrever a realidade com signos e símbolos corporais, comportamentais ( ritos )  e abstratos ( pensamentos, doutrinas ) .
Essas duas formas ou realidades da sabedoria consubstanciada no “nous” ou inteligência natural, ou sabedoria, em natureza não são dúplices, mas juntas, unidas em uma única expressão simples e ao mesmo tempo complexa  , porque o “nous”, ou inteligência inata, ou sabedoria “in natura”, não estão separadas, insuladas, mas unidas, tal qual Parmênides faz ao enunciar o ser como o “todo uno” ou unificado, sem separação de pensamento, sentimento e  ação, como sói ocorrer no ser humano, que, para  comunicar tal fenômeno precisa de linguagem dicotômica, bifurcar o ser em ser e não-ser, como o fez o filósofo eleata  ao fazer a comunicação do ser, pois a linguagem do “logos” é fundada na dualidade, não pode conceber ou conhecer a unidade, que está “in natura” e não pode ser passada integralmente para o saber, à exceção dos casos da meditação e do ioga, zen budismo e outras filosofias que vivem de contemplar religiosamente e filosoficamente a realidade envolta na teia de Maia ou ilusão e que, por causa disso, não vêm a lograr explicitar comunitariamente o “nous”, a inteligência, a sabedoria, que não pode ser explicada, mas apenas experienciada ou experimentada  por um indivíduo , em experiência personalíssima,  algo  empírica, durante sua iluminação ou ao se por no mesmo estágio de pensamento-sentimento-ação de Buda e outros seres desse naipe, dessa grandeza, que alcançam vôo até  o nirvana libertador, ou que dá a libertação da dor e, conseqüente,  abandono do mundo, mergulhado no sofrimento ou paixão.
 São linguagens , dentre outras : as relações de parentesco ( genealogia), os jogos,  a ciência, com  sua nomenclatura e jargão , a religião, a música, enfim,  os mínimos movimentos físicos e mentais do ser humano é linguagem. Mesmo a metalinguagem ou metalingüística são linguagens, assim como a física e a metafísica.
A linguagem acorda o pensamento, que se movimento no seu âmbito conceitual-contextual. Não temos memória quando não temos linguagem, pois a linguagem e a criatura ou construtora ou  que retém a memória.  Tempo que recordamos da infância é o tempo da linguagem e restrito à linguagem; o mesmo se diz no fim da vida, quando as doenças que apagam a memória também são as que desmancham a linguagem. Não nos lembramos  do que não exprimimos e o que ainda na expressamos não consta nos arquivos da memória, os quais dependem da linguagem e sua extensão, amplitude ou seus limites.
O pensamento está todo na linguagem. Fora da linguagem, que constrói a erudição , encetada pela religião, que é uma poesia,  a mesmo tempo que na sua outra face virada a Jano, o Bifronte,  a divindade esparsa pelo nome que atende por Janeiro, mês e rio, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro; além de erudição consubstanciada na poesia, é uma política, as quais,  política e poesia,  estão em  concomitância com a realidade e a idealidade, que são facetas das linguagens,  solicitam e vem a suscitar uma literatura, a qual leva ao teatro e à música, à filosofia e à ciência e todas as artes : a arte, que é a vida, em comunidade ( política) ou fora da comunidade ( anacoretas ) , a arte das obras de arte , a arte dos artefatos técnicos, tecnológicos,  descritos, em linguagem de tecnologia, sob as equações algébricas  que abordam o mundo enquanto objeto no  desenho geométrico do tempo e matemático-motor do tempo.
A política é uma arte na vida diária, cotidiana, prosaica; não obstante, sua expressão não se dá dentro da realidade, mas na idealidade da  linguagem cifrada no código. Na arte viva, de exercer ou executar a política, que é uma linguagem corporal no sentido anatômico, fisiológico e antropológico, a política como a religião, que também é política com objeto e objetivo diverso, e, ao mesmo tempo, como o mesmo objetivo final, finalístico, teleológico, é dada, fora da realidade, pela linguagem cifrada na idealidade da poesia, mesmo porque muito do que existe na política é tabu ou objeto sacro  e de culto, tal qual na  religião,  e não permite exame de fato, mas apenas de direito, que proíbe em lei o exame de de fato, sob pena  de morte, metafórica ou real, de degredo, ostracismo, processo inquisitorial ou outras ameaças ou vergastadas reais e lancinantes. A política é o sagrado-profano , um “contradictio in adjecto”.
A linguagem move o pensamento com signos e símbolos, que vão  tirando à natureza, da observação da natureza das estrelas, observando o céu, e contando sua história poético-linguístico . Desta “estrita observância” nasce o pensamento, que então encontra raiz nos signos e símbolos para sobreviver e passar de imaginação á memória. Da imagem, que engendra a imaginação, vem tudo, todo o desenho geométrico euclidiano ou cartesiano ou de outros geômetras em culturas diversas, com os árabes, que fazem da álgebra uma doutrina para a geometria dos arabescos, a bela e artística e prática geometria dos povos das Arábias.
As inúmeras formas de linguagens desenham o objeto : a arte capta uma espécie de sabedoria, o conhecimento ou erudição  busca  e vai a encontro de outra forma de sabedoria e assim sucessivamente, em todas as formas de linguagens que, de mais a mais , trazem no bojo, várias formas de linguagens  ou seja, a linguagem  é  uma gama vasta de linguagens que se apertam num mesmo espaço metafórico ou mental; aliás, a mente é uma linguagem inserida em outras linguagens .
A sabedoria , por sua parte,  é a substância do conhecimento ou seu objeto, num certo sentido.  A sabedoria é dada pela natureza como o mel, a própolis, a cera de abelha ou a flor-de-lis, quando não em linguajar de brasão de  famílias nobres ou reais. ( Seriam as outras famílias irreais e apenas a do rei ou governante  real?! : com esse preconceito ou conceito de elite, s e faz a história, se é que há alguma história fora das linguagens que motoras do mito, da lenda e dos ritos, seus movimentos teatrais, que cumpre outra função e tem outro objeto e objetivo enquanto linguagens independestes?).
A sabedora não é linguagem, mas sinais, imagens , sem  a carga intelectual  corrente nos signos e símbolos, os quais constituem a linguagem em seus sentidos e significados.  Aliás, a linguagem tem  fito de dar um sentido ou por uma gama deles á escolha do ser humano, conquanto a vida, que é a sabedoria em última instância e que não te conhecimento ou erudição, é rude, não tem poeta, nem filósofo, outrossim, não tem sentido algum, embora a linguagem provê sentidos imaginários suscitados  em sua linguagem, que em si, na sua finalidade aristotélica, busca um fim, a escatologia, o sentido para a vida; sentido esse que somente tem essência de linguagem.
Os sinais e imagens naturais não são pensados pela natureza,  porquanto a natureza  não pensa, a sabedoria não separa pensar de agir, que é um todo inconsútil;  essa dicotomia, esse “maniqueísmo” no sentido lato, é atitude peculiar ao homem, um atributo exclusivo do ser humano, que é o ser e dá o ser na linguagem ou linguagens( que a linguagens são linguagens infindas  metidas dentro de uma suposta uma e única linguagem);  a natureza não lhes dá sentido ou significado, não tem necessidade de correspondência, pois é uma, não conhece, não  é erudita, portanto apenas sabe ou sente e no sentir age e o sentir é o pensar ao mesmo tempo e n mesmo espaço ; quem o faz é o homem, que lhes dá um ser em forma de linguagem, que são linguagens imbricadas ou embutidas, implícitas e explícitas, exotéricas e esotéricas, tal qual as explanações teóricas de Aristóteles. Aliás, foi o filósofo Aristóteles que tornou a linguagem do “logos” grego em lógica e gramática.
(  POESIA COM ANTOLOGIA POÉTICA, MUSEU E PINACOTECA  
 
A criança ( no caso, meu neto )
vê o mundo como um objeto
ou muitos objetos
todos "pertenças" suas
sob seu comando ou governo
sua norma
seu direito
sua hieráldica...
seu reino animal
e vegetal ( protista e monera )
e mineral
nas gemas, em mineralogia
na casca do ovo mineral
em geodo...
( Quero, quero-quero querido,
em voo no montante azul do céu!...
- quero uma pinacoteca para pintar Joan Miró ( fundação museu galaria fundação)
nas mãos do meu neto
- uma pinacoteca e museu para pintar Marc Chagall (galeria fundação museu pinacoteca )
com mãos de menino indômito
que sabe a arte de Salvador Dali ( museu galeria fundação )
na ponta e na pinta dos dedos sujos de brinquedos...
Quero um menino Jesus
bem-Jesus no afresco de Giotto (pinacoteca afrescos )
na antologia poética de Goethe, Byron, Baudelaire ( poética antologia poética)
e outros meninos assim
que cresceram para enlouquecer
no mundo dos insanos
no comando
ou em massa falida

A falência do homem em sociedade
embarcados na Nau dos insensatos de Goya, ( museu galeria pinacoteca arte )
Brueguel e tantos outros
que sentiram a dor moral
de carregar a cruz
que é o homem
no corpo físico-químico-eletromagnético
que é um gravame para a alma
e um fardo no espírito )


O infante ( caso do menino que amo
 
em especial dentre outros
seres aptos ao amor emitido
das emanações genéticas )
em seus domínios
( outrossim domínios de Lineu )
entre entes
que a linguagem em ciência denomina
ou dá o "nous" ( inteligencia )
com alma-espírito de "logos"
( lógica em logosofema )
na classificação sistemática que os distingue
em autotróficos e saprófitos e heterotrófitos...
todos objetos da linguagem científica de Lineu
que foi a criança-prima-sistemata
a explorar esse domínio
e dar-lhe nomenclatura
terminologia científica
e códigos ( Código internacional de Nomenclatura Zoológica... )
com parâmetros para delimitar um táxon ( morfológico ou ecológico...)
Essa linguagem emanada da energia pensante
brotada dos cérebros de Lineu-Aristóteles,
sistematizada na filosofia sem sim e com fim
que já está plantada
em raiz grega
no nome do filósofo de Estagira,
a qual veio ( como um veio! )
a constituir-se no sistema de classificação biológica
esboçada e realizada de cabo a rabo por Lineu
( um glifo ou hipogrifo de Lineu, essa linguagem da ciência!)
- fundada na sistemática, taxonomia, cladística, classificação científica,
nos conceitos de base, a saber :
taxa : domínio, reino, filo, divisão, classe, ordem família, gênero, espécie, subespécie, cultivar ;
- cujos conceitos associados são : organismo, táxon, clado, fenética, árvore filogenética,
origem comum, taxonomia de Lineu, zootaxonomia, sistema dos três domínios, tipo;
e, por fim, as normas que regem o sistema
ou arcabouço intelectual Aristóteles-Lineu,
expressas em foma de : nomenclatura binomial,
 Código Internacional de nomenclatura Botânica,
Código Internacional de Nomenclatura Zoológica,
Código Internacional de Nomenclatura de Bactérias,
Código Internacional de Nomenclatura de Plantas Cultivadas,
Classificação dos Vírus,
PhyloCode e BioCode.
( A criança, no caso, Aristóteles-Lineu
construiu esse difícil edifício intelectual
com linguagem completa para a ciência
esculpida em signos e símbolos
na mole da construção
( Ai! de ti, sapoti!
que a vida muda para aqui...
e por ali, lá, acolá, alhures, algures,
nenhures...
- a vida muda em planta
daqui ali
alhures ao largo do lago
- que lagoa!... que magoa!...:
e em quanta água!
quanta mágoa!!!...
Tanto coração magoado
fulgindo
e em fuga no cancioneiro
pioneiro
do trovador provençal...
...em árias
arestas
por áreas
aéreas
aráveis
da música
que é uma musa
e um moinho
de vento
no vento
que roda
no gramofone
no gravador
no disco de vinil
na discografia
no fonógrafo
no fonoautógrafo...
que gira
tanta mágoa!,
tamanha!...:
do tamanho da montanha,
descendente em cascata
aos borbotões
no olhar de quem não chora
para fora das lágrimas...
mas olha
- com a brasa brilhando
nos olhos de carvão
que marca a ferro e fogo
indelevelmente
ao ruminante no pasto...:
... ao  homem na indústria
no mercado negro
ou branco para o manto xadrez
em xale
chá em chávena
cachecol
mantilha...
enquanto a vida muda
muda
Muda, muda!...:
Muda de planta
vegetal
plano
piloto
euclidiano
cartesiano
aéreo
etéreo
sob ou sub
o helicoidal
que forra
o motor Otto
em forrageiras
na hélice
do hélio
que gira
a vida
em muda
de erva
de um espaço
a outro espaço
realizado
no espaço-tempo
( passo-tempo
tempo-passo )
do motor
em rotação
e translação
no DNA
a girar
a escrita
geométrica-geoglífica
em três equações
para as coordenadas retangulares
e cilíndricas...
descrevendo
a parábola
espiral
de hélice
na geometria
da videira
em gavinha...
Ai! que vinha!
- Que vinha a vinha
que vem!
em rotação-translação
pelo pelo em pelo
verde
uva
do movimento gavinha-DNA!,
heliocentrado
heliocêntrico ))

Volvendo à criança sob o domínio da vida
 
no caso eu
em corpo agora de criança
no império do corpo do meu neto
novo imperador de Roma
em tempo e ser presentes
- único tempo-espaço para ato
sem teatro gregário-grego
( os demais tempos
são visões de longe da mole da construção da torre dos fatos
na ciência e na vida
sendo a vida
sem dar voltas na biologia
muito mais que ciência
ou ciência-e-meia
embora somente haja uma ciência
com várias construtos de linguagem
que a fazem aparentar serem
uma ciência e meia ciência
ou um centauro e meio homem
na linguagem da ciência a revelar a mitologia
antiga psicologia-antropologia-
sociologia-geopolítica...
a vetusta economia da razão
até na salvação cristã presente )
observo, amorosamente,
no meu neto,
outro eu,
do outro lado do mundo
paralelo e alelo a mim,
a criança súbita
que acorda ( e discorda )
com o mundo
social em fábulas
mitos e lendas espargidos nas palavras
e a fluir celeremente
em rios de frases e orações domésticas
- para a criança em primeira dentição
( antes de serem dentistas )
Para esta criança em foco-criação
mesmo as pessoas
são objetos de sua possessão
nada demoníaca
mas imperial
inata
congênita
e elas não distingem
objeto interno ou o subjetivo "sujeito"
e objeto externo
ou o objetivo "objeto" fenomênico
dado pelos sentidos ( com pelos eriçados de gato!)
e burilado na razão-linguagem-ciência
afluente-"afluído-fluído" da ribeira da vida
no barranco arrancado com água
em não-H2O
mas salobra ao sabor dos minerais
que a bebem e embebedam
na mansuetude das relações imprevistas-imprevidentes
( Essa sensação de estar em solitude entre objetos
é o sentimento ou percepção
que caracteriza a solidão bruta
-   a paixão da solidão
na sensação de solitude
ou estar sozinho
 em meio ao caminho
- frente ao universo desmedido
- mediante objetos
e sujeitos que são objetos
no vaivém do cosmos
a  dançar dos olhos
vidrados em Dante e Drummond
no tempo que reviraram
nas vascas da agonia trágica
- dramática
na metade do caminho
onde havia uma pedra obscura
ou clara de clara de sol
que é um ovo, claro!
e uma selva sombria
- um jângal
onde se postava
a mamba negra
no umbral do Tártaro
a encurtar o caminho
com passos trôpegos
graças a picadura
e a peçonha
da Black Mamba
que me matará
ao 96 anos
quando eu  me der ao luxo
de me doar em vida
este presente de Cleópatra
para a morte
nas trevas da boca negra
da noite mamba
- noite não-anum nenhum
que é uma noite
mais noite
mas não-anum
( menos anum ) :
noite-mamba
a morte
de Cleópatra
a minha noite
na alma
escura
ou que escurece
com o avanço da peçonha
que traga o dia
pedaço a pedaço
de favo
alma adentro
se apagando
até as trevas
cobrirem tudo
como o véu ou voo oval da deusa
ou seus longos cabelos
negros
( outra boca de mamba?!)
 A vida é dramática
- há um drama vivido-encenado
do parto à morte
A morte apaga o amor
que conquistei quando maduro
nos olhos dela
ou dele
- o menino que amo
em tempo de neto
que há-se ficar me olhando
depois do meu caminho
achar uma curva
na equação da mamba negra
com a floresta negra
entre a geometria de Dante e Drummond ( poética antologia poética )
em intersecção
que fabrica o caminho
e o caminhante
o caminheiro
o caminhão
Chevrolet

Há-de vir ainda na maturidade
 
tempo para filo de filho ou filha?!
para eu me recriar
reciclar
no paraíso de amar
o mar que é uma criança
e a mamba...?...
- Não sei!
somente a vida sabe à vida
- vida eólica nos moinhos...
sozinhos
moinhos
- é o que somos!!!
Ai! : é o que somos! :
solitários moinhos
que nem sentem a solidão
que nos entorta a alma
na palma do coqueiro
que vibra e vira-se
na viração do vento... :Éolo.
Sozinhos somos
vida inteira
estrela inteira
caminho integral
grau a grau nos ângulos
em velocidade angular
a perambular
sem lar
ou mar
ou de mar a mar
até o último albatroz
ou gaivota pêca
andorinha pega...
Pega,
Pega-rabilonga
ou "Cyanopica cyanos" ) )

A criança 

após um interregno de tempo
observa que há sujeitos lá fora
captados pelos seus sentidos
que fazem dele,
então e estado de infância,
objeto dos sujeitos
que impõe normas ao infante
( toda linguagem é semiológica-semiótica
e trazem em seu bojo normas :
jurídicas, gramáticas, princípios filosóficos, geométricos-matemáticos, lógicos... )
- As regras, por seu turno,
originárias da linguagem
( a linguagem é uma norma no seu hermetismo )
faz a criança se sentir
 o que é para a linguagem
em ato-fato  :
objeto de normas ( somos objeto de normas! )
e, concomitantemente,
objetos para outros sujeitos
- sujeitos estes
esses e aqueles
que antes lhes parecia ou aparecia no fenômeno
somente como objetos
originários da subjetividade imperial da criança
- meros objetos
de e para uso
usufruto
e abuso pessoal
do império ou imperador de dentro
imerso no domínio
que é mais que um reino
e que uma ou dez repúblicas
quando da primeira infância
antes da dentição
e de Mourão com o dente são
e o podre a lançar
no telhado de vidro
do violinista azul, verde...
inodoro, incolor,
 insípido às vezes
consoante venha a soar
em harmonia ou desarmonia
com a musa-música na relação
que põe a dançar
a guerra ou paz
em período de um Hitler
ou dos Mussolinis
sempre trepados no poder
qual bugio, símio
- a expressão facial simiesca
aflorada em conspícua concupiscência
com a volúpia em volutas de gavinhas "desejantes..."
- máquinas de Delouse
( O animal outrossim
enxerga o mundo assim sim
como nós-animais-metades
( metade em atributo dado ao centauro
que somos não-sendo
e a outra meio-metade lançada em anatomia
em objeto para ciência
porém sem ousar "plissar" qualquer laivo de nomenclatura para zoólogo
se referir
e  ferir de morte!
o orgulhoso homem!
- adâmico ser
que odeia mico)
Entretanto, o animal ,
para inflação de orgulho no homem
 não acha uma linguagem
( que não seja a marca das patas no barro
ou na água plissada em senóides
que se auto-desenham e desdenham até o homem )
para por ali
em linguagem em símbolos e signos
uma ciência
que é um mundo fora do universo
e dentro da escuridão interior do corpo anatômico-fisiológico
- um extrato do simbólico
algo em ritmo ou algoritmo não-metabólico
escrito e desenhado fora da natureza
- retirados da natureza
cópias econômicas dos sinais naturais
postos pela cultura
que dá o ser ao homem
e ao universo-da-cosmovisão ( em cosmologia )
o qual vai da marco da geometria
que desenha paralelogramos
à não-geometria
que é um debuxo ou simplificação radical da geometria maior
e cujo fito é o de economia de imagens em signos
que escondem o símbolo-que -significa
no semi-desenho de semi-reta no significante
- signos estes que figuram na escrita das equações
( que toda fala e escrita é equação
fundada no princípio da identidade
do qual aflora naturalmente-dialeticamente
o princípio da contradição ou contraditório
que faz o processo ou relação processual ampla
extensa nos fatos no espaço-temporal )
e fazem reverberar a fala no desenho da senóide
a qual dá advento à geometria analítica
que desce aos detalhes das espirais...
que toda linguagem precisa de um clado ou clade
dos ramos da árvore filogenética
modelados em cladograma
ou geometria-clade
ou diagrama de organismo monifiléticos
seguindo a forma geométrica do desenho da árvore
em sombra e luz "in natura"...
O que se estuda presumidamente hoje
como ciência-cênica
não é senão informação
sobre a linguagem da ciência
- e ciência não há sem a compreensão-apreensão
de sua linguagem
pois a linguagem é que ilumina
e acende e faz ascender a ciência
que jaz apagada em sinais naturais
e artificiais
ai! quantos ais! mais ?!...
Ai! meu Deus
como a ciência é árdua
porquanto oriunda da dor moral
- uma taxa de "taxón" na espécie
que constitui o ser humano
ao ser sem o humus da terra húmida e humílima
viva n'água
( a mulher na anágua
e o homem afogado na água e mágoa da anágua
que o faz pecar
ou sonhar com o pecado pacato ao lado
no paralelo das linhas de luz e sombra
em face de Micheângelo Caravaggio )

A criança que fui e lembro
 
em ternura por ela em mim
aquela-essa-esta criança que sou-fui
já desenhava toda a geometria espacial
desde que me lembra o mundo
que vi da primeira vez!
Eu me lembro
que aquele mundo que vi
pela primeira vez
era geometricamente
o mesmo universo montado em geometria de hoje
pelo Euclides e Descartes de antanho
ao sabor das figuras das geometrias :
euclidiana e analítica
no circo de cavalinhos
em círculo
rodando
- até ficar tonto!... :
um menino às tontas
que fui-sou!,
serei enquanto for o ser
sustentado na leveza do nada
que o sustem no ar
ou fora do ar
no vácuo do vazio
do zero ao zero
e do zero ao menos zero
que não existe
nem é nada
senão pensamento
ou ser
navegante
galopante
no nada
dado
na nadificação
mental...
- mas com tanto miosótis nos olhos dela!
a pairar
palrar
- nos olhos dela
em fuga do negro ao branco do olho
que olha
e palra
comigo!
mais que o silêncio permite
bastando buscar o olhar
que olha
de soslaio
obliquoamente
eternamente...:
- eternamente Capitu!,
  Capitolina de Machado
que capitula
copula
ao olhar

( Os bichos também têm esse mundo objetivo-subjetivo
 
- só que não os transcreve
e assim não os retiram da natureza
e os põe-em-ser na cultura
O ato de transcrição
que separa natureza e cultura
é a linguagem :
A psicologia é uma linguagem hermética da subjetividade
dentro de outra linguagem objetiva
que a desnuda e vela simultaneamente
conquanto a filosofia sonhe ser o desvelamento de Ísis
A linguagem se aprimora no gênio-sábio-erudito
e por ter que nomear objetos dantes nunca percebidos
traçam uma onomástica que vai do neologismo
á conjunção de palavras em composição
para tentar expressar o que antes anida não fora exprimido
quer seja em equação ou em verso
A linguagem tira o saber da  natureza
e o põe em linguagem adequada
com determinado jargão-jergão
a fim de constituir em conhecimento erudito
o que antes era apenas saber natural
ou sabedoria sem voz ou vez
- pez mineral na tez )

Observo a criança
 
recém-lavada do amor
que uniu em um
o homem e a mulher
e fico a cismar
cá no meu bestunto
que o amor
é uma fuga
de si para o outro
e do outro para um terceiro
- no caso a criança
nascida do ato de amor

Quiçá o amor
 
seja a única evasão possível
num mundo em urbe
possesso
- e eivado de exorcistas
fanáticos
prosélitos
sectários
em redemoinho de psicoses
neuroses
demônios não-medievos
- diabos coevos
coesos com corvos
nos corcovados...

Ai! a paixão do amor
 
que retoma corpo no corpo anatômico da criança
se apaga
finada na morte
de volta ao escuro
ante-fetal escuridão
cósmica
sem cosmovisão infravioleta
para  a escuridão
que se segue eterna
interna
( O interior sem lanterna
do vaga-lume
sem leme
timão
que somos
ou não somos mais
- mas fomos
com fome
de ser
 outro ser
ou ente
desejado ardentemente!,
durante o arrastar pelo ardente sol
ou o quedar-se sob a escuridão
de antes do levante
e depois do que pôs o poente em pó
no ente
dormido
eternamente
ou acordado
e acocorado
brevemente
sob o girassol no sol
ou o palor do luar
na madrugada
latida
e cantarolada
a canto de galo
e cachoeira
a noite inteira
sem intermitência )