sexta-feira, 4 de outubro de 2013

CELÍACO(CELÍACO!) - verbete wikcionario etimo


Mãe amava jardinagem e... - amava minha avó,
que era a mãe dela,
bem como seus filhos
(seu marido?!) e a poesia
de Casimiro de Abreu, Junqueira Freire
e Álvares de Azevedo :
três ultra-românticos poetas
e um árcade conjurado
abaixo pescado.
 
   
Mãe recitava de Alvarenga Peixoto,
o conjurado árcade ,
o poema, que escrevera no cárcere,
na Ilha das Cobras,
o requintado intelectual lançado às traças
por sua participação na conjuração mineira.
O poema... - ei-lo em parte,
na parte que parte o coração:
"Bárbara bela
do norte estrela
que o meu destino
sabes guiar,
de ti ausente,
triste, somente
as horas passo
a suspirar.
    Isto é castigo
que Amor me dá".
 
 
Mãe cozinhava mui bem:
galinha à cabidela,
empadas deliciosas
( nunca comi similares
- ou só mordisquei similares!)
e outros tantos acepipes, quindins...
(" Isto é castigo
que Amor me dá".)


Mãe saía à rua
acompanhando, acompanhada,
em companhia de todos os filhos
ainda crianças, que então eram sete :
Osvaldo, o caçula,
viria pelo vento do cavalo com venta
na trombeta soprada por anjo rechonchudo. 
( Isto não foi castigo).

 
O povo que a via
na via expressa 
com a feliz prole
comparava-a à galinha com os pintainhos
ou a "escadinha", o time de futebol...
 
 
Íamos Ícaros (Ícaro!)
com destino à casa de sua mãe,
nossa senhora avó 
do tempo em que fomos gerados
quase nos gerânios que mãe plantara
por toda a parte vinculando com amor
o imaginário ao real, mesclados,
em clados...
Ecletismo, miscelânea, cladismo...


Mãe cantava canções maviosas
e seu canto santo - materno e terno
era melhor do que o melhor grupo musical do mundo:
- The Beatles :
 The Beatles de sublimes baladas!
( Besouros, escaravelhos, rola-bosta,
vira-bosta, coleópteros).
.


Mãe fazia tudo
- e era tudo que havia,
tudo quanto havia
( só de de ave era : tiê sangue, tiê preto,
cardeal( "Paroaria coronata..."):
era tudo isso sem erro)) :
dela não havia ausência
nem nas penas dos seus gansos
( onipresente é a mulher);
enquanto meu pai 
apenas aparecia de coadjuvante
e de preferência ébrio e furioso
tal qual um Ludovico Ariosto
 que recitava o poema
"Orlando Furioso"
cuspindo marimbondos.
(A atuação do pai é sempre a de um bufão
- embriagado!
Pobre de mim
que fluí assim
pela água do rio
que untava meus pés
no banho de língua lambida
do cachorro carinhoso:
O arroio  rumorejante é um cão
com todo carinho de mãe
em dedicatória loquaz).
  Por certo que "isto é castigo
que Amor me dá".


Ora, se insto em frisar
que mãe fazia e acontecia,
em tempos  de paraíso,
à luz edênica,
ou no Jardim das Hespérides
ou na Casa de Filosofia de Epicuro,
denominada o Jardim por aquele sábio,
não é porque ela já esteja morta;
mãe ( Mãe!!!... grito e a noite me devolve 
o silêncio sem mãe,
a calada da noite 
com a esposa surda 
em seus afazeres domésticos, coitada!:
ela tem a árdua tarefa 
de ser mãe para outros filhos,
outra rainha, outra deusa
para pequeninos chorões
ou enormes preguiçosos
- os meus filhos, mais dela,
que tudo é mais da mulher
e muito menos do homem,
o fanfarrão bêbado).
Mãe continua viva,
esbanjando saúde,
porém ferida pela idade provecta,
na qual muitos sofrem do mal de Alzheimer,
pena sob a máscara teatral 
que caracteriza a personagem de Alzheimer
em peça dramática que um médico escreveu
para os demais colegas representarem 
nas faces do pacientes
meros atores no exercício da doença,
dentre outros males que teimam em abundar,
a desdenhar a ciência
em sua estúpida e estapafúrdia presunção
( O sábio Alzheimer
que escreveu a tragédia grega
para ópera médica,
leu-a na face do macróbio
que, se sobrevivermos ao boom da vida,
poderemos poderosos, qual o truão,
 ter que representar
a tragédia do estro do douto Alzheimer).
( "isto é castigo..."
que Deus não mo dê!).
 

Mãe, canto sua alegria antiga assim,
que era minha felicidade de antanho,
não num tom elegíaco ou ditirâmbico,
mas com ordem de ode
eivada de nostalgia,
pois fica claro que nós, - todos!,
os maus filhos, que somos, - todos tolos!,
péssimos e ingratos seres humanos,
tratamos o outro ser humano,
no caso até a mãe,
não com respeito, carinho e amor,
nem com qualquer laivo de caridade
que ultrapasse o que é  mero verbo 
em lábios mendazes da barregã,
mas com desdém,
porquanto mesmo em se tratando de nossa mãe,
pessoa de proa de nossa vida,
que todo o amor semeou e doou para nós,
que nos embalou e consolou com carinho,
bálsamo que nunca mais usufruímos;
não obstante isso e tudo o mais
que não ouso narrar
por vergonha de constatar que tanto amor
teve o retorno de tanta indiferença,
pois  passamos  tratar nossa mãe,
que é a nossa vida,
como se morta fosse:
- tratamo-la como mula e trator que somos,
Massey  Ferguson,
- tratamo-la como se ela fosse
um jazigo vivo,
um túmulo aberto no peito
- da dor maior,
que é um dó maior...
que rasga e fere gravemente
- até nossa maldade infinita!
  Isso grito de mim
e sou meu crítico severo.
Mas a vida é assim 
e assim seremos todos tratados
pelo tratorista do dia
que sai para rasgar o ventre da terra:
roubar a terra para outrem
que lhe ordena a roubar
na doutrina da lei
dos escribas hipócritas
que o somos escrevendo.
Ó copioso amanuense!:
"Isto é castigo
que Amor de dá".
 

Mãe, não é verdade, ó mãe,
que ainda me escuta daí
mesmo com a baixa umidade no ar
que mal me faz respirar?! 
Mãe, que  faz o oboé expirar
na melodia do luar
e suspirar ao se lembrar
do poeta Inácio Quinaud,
do qual, ela, minha mãe,
narrou-me o drama,
a tragédia que terminou em suicídio! 
( O poeta vive sob a pressão do front,
da casamata, da taberna, da caserna, da Cúria...)
e do que suspira na lira da brisa
o árcade inconfidente:
"Isto é castigo
que Amor me dá".


Mãe,
que deixa pendoar o perdão
 para este filho impenitente, a este,
ou quem sabe no zênite, nadir... a oeste...
- este filho  sem sorte e sortilégio no norte
que precisa de muita penitência filial
à maneira do profeta Oséias.
Todavia, mãe, 
- a minha mãe!, 
não me cobra que eu espalhe 
um punhado de cinza na cabeça,
cilício e vestes de saco use
e abuse  como Deus quiser
- se quiser pela "Opus Dei", pois
"Isto é castigo 
que Amor me dá".
 
 
Mãe pode ter morrido para a poesia
do sublevado Alvarenga Peixoto
como morreu para muita coisa;
porém nós, mesmo em criança,
morremos todas as noites
e acordamos com a aurora
para que venha nos acordar
no fuso do dilúculo,
na lua embrulhada em teia de aranha,
toda branca, pálida,
pois todos somos roubados e furtados
de células, acervos de memória,
dentre a infinidade da riqueza
que foi e é nosso tesouro na vida,
sempre surripiado, bifado tesouro,
sem que nos socorra
o Código Penal Brasileiro
ou as leis internacionais
que berram e ladram,
mas somente põem o ricto do sarcasmo
em lábios entreabertos num sorriso irônico
do ladrão, que não é cão,
nem ladra feito um canino
- e também a ferida da berne
no boi,  vaca,  bezerro,
os  quais ruminam e berram,
erram pelo pasto vasto,
carreando a berne a mosca varejeira,
a fim de que o abençoado pão de cada dia
chegue à mesa do médico  veterinário
que  também merece sobreviver
e se alimentar de glúten,
caso não seja celíaco(celíaco!).
( "Isto é castigo
que Amor me dá").

Outrossim, além de não permitirmos
 paz aos vivos,
nem à nossa amada mãe,
em seus dias turvos
nos quais vê quase que tão-somente
o Ancião dos Dias
debruado nas madrugadas 
ouvidas em madrigais
e cheiradas em madressilvas,
- nós os irrequietos 
não deixamos nem os mortos ao limbo:
estão sempre nas nossas digressões,
visitam-nos em sonhos 
e os visitamos em cerimônias anuais,
se não dialogamos com eles 
escritos sob os signos,
afogados sob montanhas de signos
em livros, cartas, obituários, inventários, epitáfios
que são "proclamas" do mal-do-século,
em "Confissões" de Alfred de Musset 
e na vida extravagante de Lord  Byron,
um dos maiores poetas de Europa,
que jaz na Igreja de Santa Maria Madalena
em algum lugar da Inglaterra

de João-sem-Terra
e Ricardo Coração de Leão.

Em algum lugar
da terra de mãe
( terra em mim)
há uma rua simples e torta
com a porta aberta à lua morta

nos olhos do poeta Inácio Quinaud
morto
- como seremos sob sereno
 um dia, noite ou madrugada
 quando já não estaremos
íntegros sob o culto ao luar
na Rua Inácio Quinaud
que escura cura que escuta
o canto da cachoeira
 entrar nos seus casarios
- ouvidos do rio
com martelo e bigorna
( "isto é castigo 
que Amor me dá").

( PARA O LIBRETO "RECOLHA DE POEMAS E BALADAS PARA A RUA INÁCIO QUINAUD,
ESCRITO PARA O BALÉ E  A ÓPÉRA :"MÃE NO PAÍS DO "NONSENSE" COM SUAS  FILHAS ALICE MULTIFACETADA").

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terça-feira, 10 de setembro de 2013

GRIS(GRIS!) - glossário glossario verbete


Léonard de Vinci - Saint Jérôme.jpg
Há pouco um penitente
tomando a rua com seus passos largos
(ao "Largo da Carioca"),
risos álacres e folguedos pueris
ia hilariante de encontro aos acres homens
de cores gris(gris!)
que temperam a comunidade
com a fatuidade do parco fogo da paixão sazonal.
O louco penitente
desçalço, calcado sobre o calçado do asfalto,
escabelo a seus pés,
carmelita límpido e real,
profeta Elias saindo do Carmelo,
Santa Tereza,
São João De La Cruz,
Cruz e Souza, o poeta magno!,
saindo da crisálida da poesia
aonde não se prendia em cela(Selá?!),
entre os cenobitas.
Levava o torso nu,
não o cobria com camisa,
sotaina ou túnica
- o  zombeteiro ébrio que assustava,
com seu brio,
ao emitir uma espécie de soluço,
guincho ou algo similar, indefectível e indefinível,
como quase tudo que está em vida corrente.
-
Podia se ver o estupor
nas faces dos pobres e falidos transeuntes
feridos pelas setas poderosas do capital
e do consumo,
dos quais são devotos,
devotados servos e escravos submissos,
omissos, benquistos aos bispos
e outros prelados, presbíteros,
cuja sabedoria aprendida e apreendida
era pensar  a vida
enquanto ponte prêensil
na cauda dos símios,
vez que seu saber
se restringe a uma bela anedota
originária da mente de resignados religiosos
que nada sabem do mundo em que plantam o pé
-  quando descem da liteira para príncipe inválido e falido
ou outro governante em regime falimentar,
no qual mergulharam todas as repúblicas e monarquias
há muito sem função social,
sem função alguma par ao povo
e as empresas que os sustem no poder,
que já lhes e tirado
a cada protesto da população conjurada
que não almeja mais
novo governo futuro,
mas o fim dos governos no mundo
- para que o mundo seja livre
e pertença a todos os homens
e não apenas a alguns.

Se o mundo fosse pertença de todos,
da falência do ser e do saber
não morreríamos todos em vida
e a  vida natimorta
jamais seria a criatura do homem e da cultura
em cultivares e cultivos
planta pronta nos projetos
dos arquitetos sem tetos,
sem abóbadas, a céu aberto...:
ação de estafermo.
No saber, cardiologista
não sabedor da experiência de ser cardiopata,
não poderia ser cardiologista,
mas aprendiz do ofício.
Nessa coletividade de alienados
o ser, na ceia, que é  o "pão nosso"
-  falso pão ázimo de "cada dia",
o qual não damos de comer de nós,
porém substituímo-lo pelo furto das palavras,
surrupiadas ao "Pai nosso" comezinho,
nem tampouco o vinho em cada ceia
que não vem de nosso íntimo,
mas de um ator contratado
para nos representar no drama,
na farsa cotidiana e frívola
que resolvemos ser
para não perturbar nossa paz
nem a paz da sociedade-polícia-juiz-algoz
que goza do poder de proibir e coibir o ser
seja de quem seja :
do rei ou do meirinho,
do velho medroso ou do menininho,
do adulto sob o peso da corrente e da máscara
e do jovem audacioso
que  quer escancarar sua identidade secreta
- de super-homem, Batman,
enfim, do homem com a máscara de ferro
que jaz sob nossa face manchada com a máscara).

Esses penitentes de Deus
são os únicos profetas
que não estão no mundo
e, concomitantemente, não pediram falência,
nem concordata ou moratória.
remissão, anistia...
Nós, os outros, estamos em processo falimentar,
se não falidos irremediavelmente,
senhores da massa falida
que levanta a arquibancada
e derrota os credores quirografários,
pobres sem esperança ancorada em lei
- ou rei,
que é a mesma  coisa
de pessoa fictícia
( pessoa só pode ser ficta: persona)
a ser humano real
pedra jogada no caminho do algoz
que goza das prerrogativas de lei e rei
para rogar pragas
e enviar ao cadafalso
para que a lei seja cumprido
e a soberania do rei comprida
- até ao fim do apocalipse
e, quiçá, depois do apocalipse
malbaratado em política de igreja,
que, se sé não é,
- é Santa Sé
com vasta jurisdição.
Na indústria da cultura,
em toda sua economia,
o estado-leviatã de Hobbes
manufatura o indivíduo humano
transmutando-o em coletividade plácida ou hostil,
ou no monstro do Dr Frankeinstein
obra arrrastada da imaginação fértil
da escritora Mary Shelley.
Asserta Nietszche que a mulher
é "uma mentira enfeitada";
assevero que esta mentira adornada
- é o estado em todas as suas manifestações
ou alienações: leis, religiões, costumes...
(Ai! São Jerônimo penitente
de Michelângelo Caravaggio.
Leonardo da Vinci...
à sombra de igrejas
que são  políticas inconfessadas
aos pobres de espírito santo).
 CaravaggioJeromeMeditation.jpg
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sábado, 31 de agosto de 2013

LAMBE-LAMBE(LAMBE-LAMBE!) - etimo etimologia glossario

( Gás sarin, gás sarin,
que faz dormir os meninos
e mata ditadores
de uma morte pior que a morte,
uma noite mais negra
que a borboleta negra!...
( Que Alá não veja isso lá,
nem Deus isso cá!
Ai! que não vejam
os meninos dormindo serenamente
e os sátrapas desfigurados na morte!
Ou melhor : que Alá não se apiede
desses crimes de homens-feras,
nem os perdoe Deus,
nem Cristo os salve do fogo dos infernos,
do seol, do hades,
de gemer e ranger os dentes
por uma ou duas eternidades!)).

Sou anarquista por não anuir
estar sob governo
(governo é jugo)
de homem ou lei
sobre meu ser individual,
autocrático, livre para o madrigal
da madrugada em odores na madressilva exótica
que silva na víbora-bufadora,
víbora-cornuda ("Vipera latastei!),
no latim do leigo,
"Bothriopsis medusa", "Crotalus atrox",
Cascavel -de-quatro-ventas("Crotaulus durissus"),
na pitonisa no templo grego
e, por fim,  no anacoreta há muito nas montanhas,
ou nas tebaidas,
apartado do parto da miséria humana
que viceja na basura
quando dos seres humanos em amplexo social
compartilham do pão da hipocrisia
que grassa sem graça na desgraça
outra endemia e epidemia que grassa
grossa na  casca do jequitibá
abaixo do palor do luar
que banha a palha na palhoça.
( Graças ao gás sarin,digo,
por desgraça do gás sarin...
- não, não ao gás
mas aos homens que o criaram
elevaram-no do químico
que somos.,
matamos a morte
- e um desses homens
que criaram ou inventaram o gás sarin
poderia ser eu
- ou sou eu
no plano social).

Sobranceiro sigo, pobre cavaleiro de Cristo,
sigo, templário em sua(minha) indumentária,
sigo a trote para a fogueira
que o rei e o inquisidor soprou
do braseiro do Santo Padre
que descreve um oboé tocando
solitário
- o oboísta à vista
que dista milhas de ilhas verdes
deste mundo cão
com o Cão Maior no céu
e o Cão Menor latindo
na rua da madrugada tiritante de frio,
mendiga,
soror mendicante
- do amor de Deus pai!,
um campesino madrugador,
um lavrador de versos líricos,
(vegetais no lírio de Cruz e Sousa),
um filósofo que de si dá conta,
um médico e auto-medicina
ou xamanismo, medicina chinesa
e outras chinesices, bizarrices, cretinices.
( Não se importa se foi o ditador
que há-de baixar e assar ao inferno mais cruento
da baixada ou baixa do sapateiro
com gases de galos na madrugada
ao escuro do clarim diário
que passa por um argentino enegrecido
Se não foi ele quem fez,
foi o primeiro a jogar a pedra :
isso ele fez
ao baixar a morte
sobre meninos e meninas
que perderam as mil vidas
que teriam;
as mil vidas
que viraram mil mortes
de meninos e meninas
- e ao ditador
que se não os matou
cooperou com a política
dos rebeldes,
que viram a oportunidade
de também dispor de mil vidas
- suas e de seu descendentes
até a quinta geração
ou o tempo que Deus e Alá
definirem em lei de Talião :
dente por dente de cada descendente!
( Mas aqui há mais truta que se imagina:
é toda uma estratégia de general,
política de especialistas,
que os estados, quando unidos, usa
(USA e abusa!))).

Não sou de partir vidraças
evocar atos dos bárbaros vândalos medievais,
pois não odeio, antes respeito,
embora com um travo de escárnio,
a sociedade, república ou monarquia
nas quais a maioria dos homens amam viver,
sonham ou sofrem o pesadelo de conviver
sob o império de outros homens, os políticos,
e a escravidão imposta pelo cabresto da lei,
eivadas de doutrinas e interesses de terceiros,
-  terceiros em terçetos, sem sonetos,
nem emendas de sonetos,
- terceiros usurpadores do poder,
aos quais ( quais, quais!)
se dão os nomes eufemísticos
do doce regurgitado pelas abelhas,
que corre nas torrentes das terras de promissão,
lá pelo lado do Jordão
e aqui também, João,
profeta daqui que batiza,
num rio que rumoreja a rumo cantante,
- homem que se alimenta de gafanhotos e mel silvestre,
segundo li em língua dos anjos
solta nos papiros e pergaminhos
quais torrentes de águas de signos linguísticos
que lambe o fogo e o lambe-lambe(lambe--lambe!)
na língua e garganta do lobista perseverante.

( O sarin é um composto organofosforado
substância tóxica utilizada em guerra química.
Os ditadores somente servem para fazer isso:
guerra, armas e violência de todo tipo.
Mas quem são os ditadores:
todos os presidentes, reis, governos, enfim.
Por que, então, não nos livramos dos governos?!
Por que não a Era Dialética
e ainda rumamos jogando runas
para a Era de Sagitária ou a Nova Era?!
Era uma vez uma Era
sem "Vera" nenhuma no latim.
E Vera era a Cruz,
cruz romana para crucificar os iníquos
esparsos aos mil ventos
por este país sem luz nos homens sombrios
sob a Pindorama na floresta amazônica
aonde cavalgam loucas amazonas!)

Pugno pela sociedade dos homens livres,
os anarquistas, os homens livres das peias sociais
e de si mesmos despejados,
leves crianças que se criam ou recriam
obedientes somente a si mesmos,
autocratas que se auto-governam(?!) e vivem em comunidade
com seu pares,
não de utopistas,
mas de realistas,
( mais realistas que o rei!)
que o real é o sal da terra
e o rei o fim da paz no  vespeiro
ou no castelo das térmitas.
( O real, concreto volta aos sentidos
na forma da realidade
tal qual o bumerangue.).

Esses estados ou cidades-estados
de homens livres, os anarquistas,
existem de fato,
tal qual o país Basco,
cortado pelos Pirinéus
e banhado pelo Golfo de Biscaia,
bem como a Comunidade  Autônoma da Catalunha,
dentre outras nações da terra
impedida de existirem de direito
pelos seus usurpadores ferozes no poder
- no poder de matar, torturar, negar alteridade...
( O estado é a cidade.
Para lá das cercanias da serra
termina a cidade
e com as térmitas
começa o campo,
cinturão verde que separa cidade de cidade
e se junta no estado
enquanto ficção jurídica,
pois então o direito é um mapa
que desenha a geografia do poder
e une o que está apartado
campo a campo
com a língua e os dentes,
as armas,  os brasões, os barões
e as garatujas que o jurista proclama
contra o que clama o profeta
e todos os que sentem a realidade na carne cortada
e na vida despedaçada pelo direito dos poderosos,
que é, concomitantemente,
o dever e as obrigações
a que estamos presos por contrato nós,
os homens nos nós górdios gordos.
O estado, fora da cidade,
existe e se impõe
pela fora dos garanchos jurídicos
- dos escribas: doutos, feitores
e verdugos que militam para os reis
no labor de sua leis).

Todavia, Bascos e Catalães
o que parecem querer
é sair da escravidão a leis de uns homens distantes
e passar à subserviência de leis endêmicas,
dando forma ao seu pesadelo de monstro : o estado Catalão. Basco,
com os senhores no poder
e os escravos e servos sob as leis
que regem as mós e a vós regerão.
A voz e as mós em cantochão!

Já os anarquistas aspiram
por um estado sem leis
( lei chama sanção, castigo
e todo tipo de violência e discrimisação e descriminisação
na criminização e na discriminalização :
tudo crime e clima para batalhas judiciais e policiais).
- estados, que nem estados serão,
porque o estado é a outra face do direito,
a face torta e doentia,
de alguém com paralisia facial no Facebook,
ou outra rede social à la Marina Morena
em canto de Caymi... - caído na queda do anjo!...
(  o direito seria apenas
direito de homens
e não de estados e governos sobre homens
então minimizados.
será o estado-homem
ou o homem-estado
comandado por cada homem
sem homem no governo,
exceto em casos  de excepção
quando de guerra, peste, cataclismos...
quando todos ressuscitarão o morto estado
para defesa e ataque
até cessar a emergência.,
debelar o mal.
( O estado, que é a outra face escura do direito,
a mesma moeda em cara e coroa,
só serve para a guerra e o comércio.
e para se meter na vida do indivíduo humano
tornando-o coisa entre coisas,
tomando-o por  coisas não aristotélicas,
com os fins em confins de Maquiavel,
o Mefistófeles do doutor Fausto...:
o ser em desespero, em ânsia,
nas vascas da agonia,
ruminante ao caos
e para o caos indo,
sorrindo para a morte
- na caveira
que devolve o deboche, o chiste).

Um estado livre do jugo da lei
já o pugnou o apóstolo Paulo
( "Saulo, Saulo!..."na estrada de Damasco!
estatelado ao chão!
Derribado. Derrocada.(?!))
salmodiando o amor
na língua dos anjos
falada, cantada pelos poetas e filósofos eruditos
- tocando cítara para a loucura
a escarnecer do mundo
em respeito a si mesmo,
à sua loucura divina,
e não para apontar o anátema no mundo
eivado de  ódio e despeito,
embalado por demência diabólica,
metabólica, anabólica...
( O amor é a divindade dada
em data e vênia :
venal  e venérea
em Marte e Vênus
que vemos em nós,
nos nós górdios engordados pelo olho gordo do garoto.
Garoto bom. Bombom).

Não sou contra o capitalismo
nem a favor dessa ventania
que anda com pés pesados de elefantes
na madrugada com jangada no  arroio de rocio
antes da barca rosicler
que quer ser mulher.
Apenas exijo
um estado novo
para a população de anarquistas
que não passam de umas 5 mil almas mansas,
beatos ascetas
que cultivam a felicidade
apregoada pelo filósofo de Estagira.
Essa terra, cidade-estado, vila-estado,
aldeia-estado que reclamo como minha
e de outros espíritos andarilhos
está dentro de minha alma
imaginada, paginada, projetada
e construída com a teia  do espírito,
mas prescinde de uma terra fora
para poder reunir e caber
as aldeias congeladas
em imaginações de outros poetas e filósofos
que precisam regurgitar
todo esse mel na colmeia comum.

Nada de anomia,
supressão da hierarquia,
da coerção, nada de desordem
e de outras formas de violar a liberdade
- ou o homem,
pois a liberdade
é o homem,
no profeta Amós ou Oséias
a clamar contra a corrupção?!
- Em todo homem vivo.
( O anarquismo é o anarquista
que tem direito inalienável
a uma pitada niilismo
e tudo o que for pensar, agir, sentir o mundo,
desde que não fira seu próximo
em Jesus e no samaritano
- na mulher samaritana
ou na viúva de Sarepta
para sustentar o gigolô profeta Elias!).

Que o mundo magoado
fique para os que gostam de obedecer às leis capítâneas,
os estatutos, preceitos e  admoestações alheias
e para os que fazem as leis
e as ignoram completamente,
mas arquitetam um templo de hipocrisias
para atrair e condenar templários
e outros cavaleiros de Deus
montados a caminho de suas guerras
o desmontados à espera da condenação
da inquisição do Santo Ofício.
Quá! - Mais santo é o ofício!
( Que grite o profeta Isaías,
que venha expelir lamentações
o profeta Jeremias sobre as virgens de Sião,
desvirtuadas, vilipendiadas,
que chore o rio e a cachoeira
desce e se debruce em pranto
pelas crianças mortas pelo gás sarin,
- as crianças que não estavam em guerra,
pois as crianças nunca estão em guerra,
excepto as crianças desvirtuadas
pelos jogos virtuais de morte!).

Os iluministas europeus
deixaram este rasto de aurora
esse pé na alva
- essa garatuja na alma
dos poetas e filósofos
que são todos anarquistas,
inimigos dos métodos coercitivos,
amigos da liberdade,
amantes de contemplar a sabedoria filosófica,
seres felizes em conformidade
com o que reza a Ètica a Nicômaco do filósofo estagirita.
Todavia, trata-se de uma nata,
da escol, a fina flor, a elite mental, intelectual,
constituída por homens virtuosos e sábios
que se dominam
porquanto venceram o monstro Golias
que os desafiava e ao seu Deus,
seja o que entendam  por Deus,
pois o mais insidioso inimigo
é o próprio homem
que luta contra si
dentro de si,
em absoluta surdina
e despercebido, camuflado,
nas formas do deu Proteus.
Estes homens,
que perfazem uma minoria insignificante em número,
não necessitam de serem domados
por estados, leis, governos
e outros jugos coletivos coercitivos e brutais.
Para esses poucos
é mister e urge
que se crie um estado livre,
algumas aldeias para homens livres
poderem viverem em paz,
produzir em liberdade
ao invés de ter de desperdiçar seu tempo precioso
com escravos
e senhores de escravos,
que, por sua parte, 
também são escravos de leis, estados, deuses e dinheiro,
dentre outros,
e não podem prescindir de viver
sob um jugo pesado,
pois entre eles o crime aflora
na primeira paixão,
vez que são fracos,
não tem a virtude da fortaleza,
não os ampara uma inteligência natural, inata...

Não, a ideia de rio
que passa pela minha aldeia mental
imaginada congelada na minha memória
ou nos casulo, crisálidas de fantasmas
que tem com aranhas imaginárias
que arranham a paginação da antologia poética
ou dos ensaios filósoficos
escondidos há séculos
nos Opúsculos do Organista de Sainte-Chapelle,
onde pesa o que pensa a cabeça de Deus
no silêncio que a melodia do organista imaginário interrompe
- e interroga peremptoriamente
rompendo o silêncio de ouro  de Deus,
bebo o batismo
no Tabenáculo da divindade
que lança a chama de seus serafins
no coração dos homens da cepa de Saulo
e, então, me lembro,
que não sou anarquista,
nem teísta, deísta
ou  Cavaleiro a cavalgar por um Estado Teocrático,
um Reino de Deus....
- que não sou nem solipsita
porque não acredito em nada
que não parte de mim
enquanto ser humano individual
e dos meus irmãos, os homens,
meus filhos e filhas,
netos e netas,tataranetos, tataranetas :
meninos e meninas...
Não  creio em nada fora do indivíduo que sou
- e não posso, osso no osso,
 crer nos outros indivíduos,
pois não respondo por eles,
mormente quando no poder
a matar crianças com gás sarin
porque quanto mais bela a obra de arte,
a obra-prima expressa pela "Pietà"
de Michelangelo Buonaroti,
mais bela a capela e a catedral,
a mesquita de Santa Sofia,
mais feio, horrendo, hediondos os crimes que ocultam
em sua leda beleza
que funciona como armadilha fatal, letífera.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

LEDA(LEDA!) - wikdicionário wikdicionario etimo

( Gás sarin, gás sarin,
que faz dormir os meninos
e mata ditadores
de uma morte pior que a morte,
uma noite mais negra
que a borboleta negra!...
( Que Alá não veja isso lá,
nem Deus isso cá!
Ai! que não vejam
os meninos dormindo serenamente
e os sátrapas desfigurados na morte!
Ou melhor : que Alá não se apiede
desses crimes de homens-feras,
nem os perdoe Deus,
nem Cristo os salve do fogo dos infernos,
do seol, do hades,
de gemer e ranger os dentes
por uma ou duas eternidades!)).

Sou anarquista por não anuir
estar sob governo
(governo é jugo)
de homem ou lei
sobre meu ser individual,
autocrático, livre para o madrigal
da madrugada em odores na madressilva exótica
que silva na víbora-bufadora,
víbora-cornuda ("Vipera latastei!),
no latim do leigo,
"Bothriopsis medusa", "Crotalus atrox",
Cascavel -de-quatro-ventas("Crotaulus durissus"),
na pitonisa no templo grego
e, por fim,  no anacoreta há muito nas montanhas,
ou nas tebaidas,
apartado do parto da miséria humana
que viceja na basura
quando dos seres humanos em amplexo social
compartilham do pão da hipocrisia
que grassa sem graça na desgraça
outra endemia e epidemia que grassa
grossa na  casca do jequitibá
abaixo do palor do luar
que banha a palha na palhoça.
( Graças ao gás sarin,digo,
por desgraça do gás sarin...
- não, não ao gás
mas aos homens que o criaram
elevaram-no do químico
que somos.,
matamos a morte
- e um desses homens
que criaram ou inventaram o gás sarin
poderia ser eu
- ou sou eu
no plano social).

Sobranceiro sigo, pobre cavaleiro de Cristo,
templário em sua indumentária
a trote para a fogueira
que o rei e o inquisidor soprou
do braseiro do Santo Padre
que descreve um oboé tocando
solitário
- o oboísta
que dista milhas de ilhas verdes
deste mundo cão
com o Cão Maior no céu
e o Cão Menor latindo
na rua da madrugada tiritante de frio,
mendiga,
sóror mendicante
- do amor de Deus pai!,
um campesino madrugador,
um lavrador de versos líricos,
um filósofo que de si dá conta,
um médico e auto-medicina
ou xamanismo, medicina chinesa
e outras chinesices.
( Não se importa se foi o ditador
que há-de baixar e assar ao inferno mais cruento
da baixada ou baixa do sapateiro
com gases de galos na madrugada
ao escuro do clarim diário
que passa por um argentino enegrecido
Se não foi ele quem fez,
foi o primeiro a jogar a pedra :
isso ele fez
ao baixar a morte
sobre meninos e meninas
que perderam as mil vidas
que teriam;
as mil vidas
que viraram mil mortes
de meninos e meninas
- e ao ditador
que se não os matou
cooperou com a política
dos rebeldes,
que viram a oportunidade
de também dispor de mil vidas
- suas e de seu descendentes
até a quinta geração
ou o tempo que Deus e Alá
definirem em lei de Talião :
dente por dente de cada descendente!).

Não sou de partir vidraças
evocar atos dos bárbaros vândalos medievais,
pois não odeio, antes respeito,
embora com um travo de escárnio,
a sociedade, república ou monarquia
nas quais a maioria dos homens amam viver,
sonham ou sofrem o pesadelo de conviver
sob o império de outros homens, os políticos,
e a escravidão imposta pelo cabresto da lei,
eivadas de doutrinas e interesses de terceiros,
-  terceiros em tercetos, sem sonetos,
nem emendas de sonetos,
- terceiros usurpadores do poder,
aos quais ( quais, quais!)
se dão os nomes eufemísticos
do doce regurgitado pelas abelhas,
que corre nas torrentes das terras de promissão,
lá pelo lado do Jordão
e aqui também, João,
profeta daqui que batiza,
num rio que rumoreja o rumo cantante,
- homem que se alimenta de gafanhotos e mel silvestre,
segundo li em língua dos anjos
soltas nos papiros e pergaminhos
quais torrentes de águas de signos linguísticos.

( O sarin é um composto organofosforado
substância tóxica utilizada em guerra química.
Os ditadores somente servem para fazer isso:
guerra, armas e violência de todo tipo.
Mas quem são os ditadores:
todos os presidentes, reis, governos, enfim.
Por que, então, não nos livramos dos governos?!
Por que não a Era Dialética
e ainda rumamos jogando runas
para a Era de Sagitária ou a Nova Era?!
Era uma vez uma Era
sem "Vera" nenhuma no latim.
E Vera era a Cruz neste país sem luz nos homens sombrios
sob a Pindorama na floresta amazônica
aonde cavalgam loucas amazonas!)

Pugno pela sociedade dos homens livres,
os anarquistas, os homens livres das peias sociais
e de si mesmos despejados,
leves crianças que se criam ou recriam
obedientes somente a si mesmos,
autocratas que se auto-governam(?!) e vivem em comunidade
com seu pares,
não de utopistas,
mas de realistas,
( mais realistas que o rei!)
que o real é o sal da terra
e o rei o fim da paz no  vespeiro
ou no castelo das térmitas.
( O real, concreto volta aos sentidos
na forma da realidade
tal qual o bumerangue.).

Esses estados ou cidades-estados
de homens livres, os anarquistas,
existem de fato,
tal qual o país Basco,
cortado pelos Pirinéus
e banhado pelo Golf de Biscaia,
bem como a Comunidade  Autônoma da Catalunha,
dentre outras nações da terra
impedida de existirem de direito
pelos seus usurpadores ferozes no poder
- no poder de matar, torturar, negar alteridade...

Todavia, Bascos e Catalães
o que parecem querer
é sair da escravidão a leis de uns homens distantes
e passar à subserviência de leis endêmicas,
dando forma ao seu pesadelo de monstro : o estado Catalão. Basco,
com os senhores no poder
e os escravos e servos sob as leis
que regem as mós e a vós regerão.
A voz e as mós em cantochão!

Já os anarquistas aspiram
por um estado sem leis
( lei chama sanção, castigo
e todo tipo de violência e discrimisação e descriminisação
na criminização e na discriminalização :
tudo crime e clima para batalhas judiciais e policiais).
- estados, que nem estados serão,
porque o estado é a outra face do direito
e o direito seria apenas
direito de homens
e não de estados e governos sobre homens
então minimizados.
será o estado-homem
ou o homem-estado
comandado por cada homem
sem homem no governo,
exceto em casos  de excepção
quando de guerra, peste, cataclismos...
quando todos ressuscitarão o morto estado
para defesa e ataque
até cessar a emergência.,
debelar o mal.
( O estado, que é a outra face escura do direito,
a mesma moeda em cara e coroa,
só serve para a guerra e o comércio.
e para se meter na vida do indivíduo humano
tornando-o coisa entre coisas,
tomando-o por  coisas não aristotélicas,
com os fins em confins de Maquiavel,
o Mefistófeles do doutor Fausto,
o ser em desespero, em ânsia,
nas vascas da morte).

Um estado livre do jugo da lei
já o pugnou o apóstolo Paulo
( "Saulo, Saulo!..."na estrada de Damasco!
estatelado ao chão!
Derribado. Derrocada.(?!))
salmodiando o amor
na língua dos anjos
falada, cantada pelos poetas e filósofos eruditos
- tocando cítara para a loucura
a escarnecer do mundo
em respeito a si mesmo,
à sua loucura divina,
e não para apontar o anátema no mundo
eivado de  ódio e despeito,
embalado por demência diabólica,
metabólica, anabólica...
( O amor é a divindade dada
em data e vênia :
venal  e venérea
em Marte e Vênus
que vemos em nós,
nos nós górdios engordados pelo olho gordo do garoto.
Garoto bom. Bombom).

Não sou contra o capitalismo
nem a favor dessa ventania
que anda com pés pesados de elefantes
na madrugada com jangada no  arroio de rocio
antes da barca rosicler
que quer ser mulher.
Apenas exijo
um estado novo
para a população de anarquistas
que não passam de umas 5 mil almas mansas,
beatos ascetas
que cultivam a felicidade
apregoada pelo filósofo de Estagira.
Essa terra, cidade-estado, vila-estado,
aldeia-estado que reclamo como minha
e de outros espíritos andarilhos
está dentro de minha alma
imaginada, paginada, projetada
e construída com a teia  do espírito,
mas prescinde de uma terra fora
para poder reunir e caber
as aldeias congeladas
em imaginações de outros poetas e filósofos
que precisam regurgitar
todo esse mel na colmeia comum.

Nada de anomia,
supressão da hierarquia,
da coerção, nada de desordem
e de outras formas de violar a liberdade
- ou o homem,
pois a liberdade
é o homem,
no profeta Amós ou Oséias
a clamar contra a corrupção?!
- Em todo homem vivo.
( O anarquismo é o anarquista
que tem direito inalienável
a uma pitada niilismo
e tudo o que for pensar, agir, sentir o mundo,
desde que não fira seu próximo
em Jesus e no samaritano
- na mulher samaritana
ou na viúva de Serepta
para sustentar o gigolô profeta Elias!).

Que o mundo magoado
fique para os que gostam de obedecer às leis capitâneas,
os estatutos, preceitos e  admoestações alheias
e para os que fazem as leis
e as ignoram completamente,
mas arquitetam um templo de hipocrisias
para atrair e condenar templários
e outros cavaleiros de Deus
montados a caminho de suas guerras
o desmontados à espera da condenação
da inquisição do Santo Ofício.
Quá! - Mais santo é o ofício!
( Que grite o profeta Isaías,
que venha expelir lamentações
o profeta Jeremias sobre as virgens de Sião,
desvirtuadas, vilipendiadas,
que chore o rio e a cachoeira
desce e se debruce em pranto
pelas crianças mortas pelo gás sarin,
- as crianças que não estavam em guerra,
pois as crianças nunca estão em guerra,
exceto as crianças desvirtuadas
pelos jogos virtuais de morte!).

Os iluministas europeus
deixaram este rasto de aurora
esse pé na alva
- essa garatuja na alma
dos poetas e filósofos
que são todos anarquistas,
inimigos dos métodos coercitivos,
amigos da liberdade,
amantes de contemplar a sabedoria filosófica,
seres felizes em conformidade
com o que reza a Ètica a Nicômaco do filósofo estagirita.
Todavia, trata-se de uma nata,
da escol, a fina flor, a elite mental, intelectual,
constituída por homens virtuosos e sábios
que se dominam
porquanto venceram o monstro Golias
que os desafiava e ao seu Deus,
seja o que entendam  por Deus,
pois o mais insidioso inimigo
é o próprio homem
que luta contra si
dentro de si,
em absoluta surdina
e despercebido, camuflado,
nas formas do deu Proteus.
Estes homens,
que perfazem uma minoria insignificante em número,
não necessitam de serem domados
por estados, leis, governos
e outros jugos coletivos coercitivos e brutais.
Para esses poucos
é mister e urge
que se crie um estado livre,
algumas aldeias para homens livres
poderem viverem em paz,
produzir em liberdade
ao invés de ter de desperdiçar seu tempo precioso
com escravos
e senhores de escravos,
que, por sua parte, 
também são escravos de leis, estados, deuses e dinheiro,
dentre outros,
e não podem prescindir de viver
sob um jugo pesado,
pois entre eles o crime aflora
na primeira paixão,
vez que são fracos,
não tem a virtude da fortaleza,
não os ampara uma inteligência natural, inata...

Não, a ideia de rio
que passa pela minha aldeia mental
imaginada congelada na minha memória
ou nos casulo, crisálidas de fantasmas
que tem com aranhas imaginárias
que arranham a paginação da antologia poética
ou dos ensaios filósoficos
escondidos há séculos
nos Opúsculos do Organista de Sainte-Chapelle,
onde pesa o que pensa a cabeça de Deus
no silêncio que a melodia do organista imaginário interrompe
- e interroga peremptoriamente
rompendo o silêncio de ouro  de Deus,
bebo o batismo
no Tabernáculo da divindade
que lança a chama de seus serafins
no coração dos homens da cepa de Saulo
e, então, me lembro,
que não sou anarquista,
nem teísta, deísta
ou  Cavaleiro a cavalgar por um Estado Teocrático,
um Reino de Deus....
- que não sou nem solipsista
porque não acredito em nada
que não parte de mim
enquanto ser humano individual
e dos meus irmãos, os homens,
meus filhos e filhas,
netos e netas,tataranetos, tataranetas :
meninos e meninas...
Não  creio em nada fora do indivíduo que sou
- e não posso, osso no osso,
 crer nos outros indivíduos,
pois não respondo por eles,
mormente quando no poder
a matar crianças com gás sarin
porque quanto mais bela a obra de arte,
a obra-prima expressa pela "Pietà"
de Michelangelo Buonaroti,
mais bela a capela e a catedral,
a mesquita de Santa Sofia,
mais feio, horrendo, hediondos os crimes que ocultam
em sua leda (leda!) beleza de deusa
que funciona como armadilha fatal, letífera.

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