segunda-feira, 13 de maio de 2013

CALEÇA(CALEÇA!) - enciclopédia enciclopedia



Após a posse dela
A pose dela
Com guedelha de estrela
A coma negra da Berenice
A contrastar com a vela
Da vela de branco alvar
Do veleiro de muito uivar
Em negro mar
Ululante no lobo
Lupino na alcateia
Vegetal no lúpulo
Procedimentar
No processo da procela
Que encapela o mar
De Omã...
Ó mar!
Oh! Mar!
De Omã
E de Sargaços!

Depois dela
Meu mundo mudou
mundano
Para um pó amarelo
Empós as alvoradas
Que somente foram alvas
Para as malvas
Dela alumiar
A lua
Que luta louca
Com vaga-lume
Em flor amarela
na lanterna
luzerna
flora amarela
Plantada em barras
Ou em levas
Que levas
Ao levante
Pós-Violeta
Letal
Que em Farol
De Alexandria
Amarelecia
Na pia
Noite
De escolhos
Sem escolha
Colho.

Empós a bela
mariposa amarela
De alelos genes
Sem leme
Ou manche
Que brigue à bolina
na Mancha
do manchego
A aspirar
A ser
em presença de tempo
galopante
grimpante
em andante
Cavaleiro
Andante.
Avante!

Pós-ela
O  cosmos demudou
Em cosmético
Mirante e  em mutação
na blusa amarela
que ela vestira
como se fora
bula papal
para minha leitura
exegética em amarelo  floral
exibida em terra e água
plantado  êxul
êxule  em geoglifo
petroglifada
hieroglifada
transcrita
em regra prescrita
ínsita nas águas santas
do São Francisco
rio à montante
indo
E à jusante
rindo
do que rio
a fio d’água
E espio
A espiã
Que me ama
Com mama
E teta
Sem treta.
Êta!

Dos  olhos dela
Em minha lapela
Capela radiante
Ficou da catedral.

Sob o sol
nos olhos dela
a cosmologia veio me transladar
em teogonia
e a demudar a cor
do meu latim
tinto
Tinte
Vinte
Vezes
- com acinte,
Às vezes...
Outras vezes
Não!
- Senão vinte  vezes
Mais
Por vez
Na conta
Que se fez
Multiplica—vos
E crescer,
Florescer,
fenecer...

Sim ela
Senhora
Semblante
No céu
É senha
Para  cometa
Que colidiu
Coligiu
Corrigiu
 minha rota
 rota
 roto sapato
De tanto
Andar torto
Par tonto
Por tanto
Que eu cometa
loucura
sem par
Sem pá
Sem pé
Nem cabeça
Sem Pi radiano
Nem caleça(caleça!)
nem pó
- sem pó
Estando
extante
Sob sol
De deserto
De desertor
Do amor
extenso
de mar a mar
a amar o mar
de Omã
e abrasar
o golfo
de Omã
em golfadas
lufadas...
ó mãe!...
- de Omã!...

Sem ti
O t
Fica sem ter
Ser
No tempo
Aberto à perspectiva
Filosofante
De Dante
Em guarda no guante.
( Viandante
Dante
à sombra
Sonora
De Nietzsche
Sombrio
Sobranceiro...).
calecheab
 profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
savonarola enciclopedia enciclopédia dominicano savonarola biografia in valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde ver
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científico a medusa de leonardo da vinci pinacoteca museu biografia vida obra do artista renascentista tisana tisnada teína wikcionario wikcionário wikdicionário wikdicionário dicionário dicionario onomastico onomástico filosófico filosofico enciclopédico enciclopedico jurídico juridico etimologico etimológico enciclopédia enciclopedia 
 
 
  

domingo, 21 de abril de 2013

AMÁLGAMA(AMÁLGAMA!) - verbete verbete



Algo que não existe
está tático e extático(sic)
no discurso
e no teatro :
algo que não é alga
- na água,
ou ungulado
ao lado :
no casco.
Algo não é alga.

Algo assim
sem corpo de alga
é mero (merovíngio!) discurso,
 ato de teatro,
no anfiteatro,
mas não existe
tal qual a alga
na umidade da água
e humildade da terra:
húmus, humo,
humidade(sic), humildade...,
enfim, algologia
de soldados em signos marciais
( soldados são possessões demoníacas
de ditadores albirostros).

Algo é  um ser em léxico,
lexical;
porém não um existente
a prescindir de ser
e de ente
- fenomenológico
porquanto existe
fora das fantasias,
passíveis a farsas de Aristófanes,
ou nos fantasmas nus na mente
de Parmênides e Zeno
postos a postos
no discurso do método
descartado em Cartago
e nos paradoxos de eleatas,
bem como no empírico(sic) dos sentidos :
império à parte
- no Empíreo.

Algo que não é alga,
flor do brejo,
saracura...:
- saracura em algum lugar,
algures,
quiçá em ti :
Saracura-do-brejo
( na pessoa discursiva do latim :
"Aramides saracura")
em cujo nome floresce
uma planta verde,
como sói ao vegetal,
e uma flor amarela
de pendão, perdão e beleza,
máxime quando na casa
de czar dos meus olhos
de aficionado jardineiro,
botânico enamorado
da vida que emana
de tua alma móvel
no módulo do corpo
que é algo com alga
que me amálgama :
um amálgama de paixão
no espelho dos olhos do amor
de onde olha Narciso
em flor em ti
para colibri
e me colorir,
ali e aqui
pela ameia que leva à colmeia :
o mel na forma do favo
não é uma tutaméia
no teto do castelo medievo
onde a sombra cria corpo
com relevo rosicler.

A pessoa é algo
que tramita no discurso
trafega no teatro:
mito e rito;
algo que não trama na existência
fora está e à bolina
do barco de signos da mente,
que em si é um rio
no álveo ou cavando alvéolos.
É algo : não alga.
Algo não marinho
na marinha
mercante,
maninha.
( Maninha é a terra
sem erva daninha!,
sem vinha, sem ira...).
Não é alga de fato,
mas algo sem fato,
algo no ato,
porque alga,
de fato,
espoca no verde
do plâncton
de cada olho que olha
e molha de verde
o que vê
no mar e no ar.
Lobo do mar.

Não é alga
que pinte a marinha
mas algo sem ato,
sem algoz,
- pintor sem luar
e sem  lutar para pintar o ulular
no lobo temporal do vento,
no lóbulo esquerdo,
nos lobos em alcateia,
na boca de lobo...

Alga é algo que alimenta, nutre,
punge de ver
o verde ver
- a verve de ver-te
e verter o amor
na existência derramado :
leite de leito
- de peito materno,
amante,
lactante,
- se tanto!
é o mar
de Omã...
e de quem ama
na manhã
à noite, dama.

Assim, a pessoa
é algo disperso no discurso
enquanto o ser humano
é alga na existência
tesa na natureza
avessa ao que não é fato
mas ato puro
de teatro matemático
nos gestos algébricos da equação elipsóide
- uma elipse desenhado com signos
desdenhando o ser
e representando a pessoa
que represa o ser
antes dele apanhar a vida
com uma flor-flota,
flotilha à ilha,
que frota o fruto do pensamento
escrito no estrito verde
do violinista verde
de Marc Chagall
em musical
vital...:
que é o amor
que rapta a harpia
com harpejos nos olhos...
Todavia, se preso à teia em sintaxe do código
- o discurso é um engodo
para parar godo
assassinar ostrogodo...
A  realidade?!:
- um visigodo!...
( Gótica a arquitetura,
- apenas!
na pena que sobe leve
ao céu ultraleve).

O teatro outro engodo ao godo
ou outro bárbaro tártaro
de barba e bar-bar
na oitiva da oitava
do Stradivarius
dos vários virtuoses
em poses sem posses,
possuídos
pelo senhor sem alma
grafado na madeira e cordas do violino...
Bah!
- com ricto de Bach em Bach,
bachiana número um!
- de Buxtehude...:
organista teuto-dinamarquês...
( Toca Stradivarius...
Stradivarius, toca!...
- minha canção de amor
escrita para violino Stradivarius
exprimir silente
ante a face dela...:
ai, ai!... - quantos suspiros fundos!...

- quão fundos os suspiros
da mulher que se sabe bem-amada!...
à crina do sol sem brida!... ).

 
profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
savonarola enciclopedia enciclopédia dominicano savonarola biografia in valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde ver
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científico a medusa de leonardo da vinci pinacoteca museu biografia vida obra do artista renascentista tisana tisnada teína wikcionario wikcionário wikdicionário wikdicionário dicionário dicionario onomastico onomástico filosófico filosofico enciclopédico enciclopedico jurídico juridico etimologico etimológico enciclopédia enciclopedia 
 
 


sábado, 23 de março de 2013

SECESSÃO(SECESSÃO!) - wikdicionário wikdicionario etimo

Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg
Cassiopeia, minha  constelação de amor,
jamais quis, precisei, desejei, amei
qualquer mulher que fosse
- com paixão semelhante
ao sentimento de amor
completo e complexo
que tenho por você
batendo sob o plexo
com nexo ou sem nexo,
com sexo ou sem sexo.
( Claro que quero
bastante sexo,
que a paixão não se aplaca
senão com muito ato de amor!).

Quero beijar você até a alva
perder a cor
na barra da noite
- e a barra da noite
empalidecer
no dilúculo
gotejante de orvalho.
( Valho o orvalho...
Valha-me Deus!,
quanto alho olho!:
molhos de alhos,
vale no vale
ou na vala
que valha a navalha?!).

Com o rocio no cio,
rumorejando o arroio
quero receber e doar
todo o caudal da saliva
passada durante o ósculo
nos oaristos
que encetaremos
mas não terminaremos
nem quando o tempo for nunca,
pois nosso beijo
não achará abrigo no fim
ideado pelo filósofo Aristóteles
ou pelo pintor Klimt,
o qual pintou "O Beijo"
obra de "Art Nouveau"
( Vide o movimento cognominado(?)
de Secessão(secessão!) austríaca ou vienense).

Quem, Cassiopeia, achou um filão
- de amor, de paixão,
- que é nosso caso casado,
ou mesmo apenas
uma pérola de amor
dentro de uma ostra
que nos une
com coração de um
a bater pelo coração do outro
( e de mais ninguém!)
- quem assim achou
tanto amor
dum peito a outro peito
em dum-dum de tambor,
aparta-se da velha solidão,
do velho tempo
perde os andrajos do corpo
que ficou em lixo de células mortas
e fecha-se dentro da ostra
que nos abriga do mundo
iluminado pelo Canis Major.

- E nós achamos o rico filão!,
e a pérola a nos espiar
e escolher de dentro da ostra!,
hermética ao ostracismo
dos ostrogodos do mundo
dos homens bárbaros, godos,
góticos nos pórticos das catedrais medievais
e lá vai séculos,
marcados a passos de pó
no Pórtico e São Benedetto,
comuna na região da Emília-Romanha...
Ah! Se chamasses Simonis del Bardi...
não terias teu nome
como nume na Cassiopeia,
mulher querida no meu coração!

Ah! A pérola para um colar...,
achamo-la nós!,
ó amada minha,
minh'alma partilhada,
ainda sofrendo apartada!,
flor nos meus olhos,
minha vida,luz e coração!
E por causa desta descoberta,
da pérola dentro da ostra,
do veio de amor sem limites,
aspiramos separar-nos do mundo hipócrita
e ter  vida nova ( Vita Nuova, Dante Alighheri!)
tal qual fazia o cristão
que amava tanto sua causa
que preferia o martírio
a continuar sem sua fé,
que era sua esperança única
e seu único amor e bem
no mundo sob a luz do Canis Minor
que minora a hora no céu.
( Seria tudo um preanúncio do amor
e da Divina Comédia
que é a vida humana,
senhora minha?!
Outrossim os comunistas
pereceram sob tortura
por uma causa
que não valia a pena
e muito menos a vida
tudo porque  o contexto os vestiam
- de vestais!
e neles investiam
um tempo para o mártir
e outro para os que faziam a colheita
dos frutos regados a sangue!,
porque assim é o mundo,
minha doce e pura senhora,
que ainda não é minha,
mas de outro mais feliz
ou infeliz sem seu amor
- que é meu apenas!,
desde o seu berço
no desenhos dos seus olhos
buscando luz nas sombras
que desenhasse minha face
e desdenhasse as demais).

Eu, bela Cassiopeia,
não sei mais viver
sem tocá-la amorosamente todo dia,
sem abraçá-la carinhosamente,
olhar em seus olhos,
amar você perenemente
com imenso respeito...
ouvir sua voz
que adoro...
- até que chegue o dia da sega!
e a lua carregue a foice
do verdugo que ronda a vida.
Até aquele dia fatídico!

Você, Cassiopeia,
é uma constelação  suspensa no céu
sobre minha cabeça nua sem chapéu.
- Eu, um demônio caído na terra
( demônio em grego significa sábio,
diz Erasmo de Rotterdan
em "Elogio da Loucura"
a única obra de psiquiatria real
antes de Michel Foucault escrever com maestria
sua "Historie de la Folie",
na qual aborda o poder psiquiátrico
ou a psiquiatria como poder de polícia
e médicos como "policiais de branco"
Obras dessa envergadura intelectual
são ignoradas pelos louco no poder
secular e regular).

Se algum dia
a Cassiopeia apagar-se no céu
restarei num andarilho
que se arrasta à sombra vinculado
tiritando de frio
- até que a morte por hipotermia(hipotermia!)
venha e transfigure o nosso cálido amor
- de lava de vulcão apaixonado
em branco glaciar.

( Vamos viver nosso amor, Cassiopeia,
enquanto temos tempo
e não uma Era Glacial
a nos separar eternamente
sob camadas de gelo?
Vamos arrostar o mundo
mesmo sabendo
que seremos mártires do mundo?!...,
pois mesmo se o não fizermos,
não nos amarmos
até as vias de fato
aonde querem chegar os nossos corpos quentes,
ficaremos a mitigar a frustração
olhando para dois olhos
com um  amor maior e mais belo que o universo,
mas poderá não ser realizado cabalmente,
como pode e deve ser,
custe o que custar,
doa a quem doer,
pois não haveremos de ser pusilânimes,
cruéis conosco mesmo,
proibindo-nos de viver este amor imenso e puro,
que os outros proibiram
graças a circunstâncias
que não nos favoreceram,
mas favoreceram a eles
que exigem que nos amputemos desta paixão...
Todavia, mesmo se fizermos o que eles querem
impor-nos cruelmente
desrespeitando nossos desejos mais ardentes,
ainda assim
e por isso mesmo
- assistirão com júbilo
nossa morte precoce
que começará pelo sacrifício deste amor puro
-  um amor santo
que não conhece a maldade
e tem o poder de realizar maximamente
até o ponto de deixar encontrar rasto de nós
à beira do caminhante
sobre terra ou água
nos pés nus de carmelita descalço
- que será  nosso filho
ou nossa filha
que será nosso amor em chama ardente,
que nem as ardentias do mar apagará
- dos pés do caminhante,
que escreverá nas areias da ampulheta
com um pé na alpergata
e outro nu no solo
a nossa história de amor
mais bela que Romeu e Julieta,
ou qualquer outra
que foi ou que há-de vir
empós as nossas auroras juntas,
pois nossa paixão,
na acepção grega do termo,
não será meramente  uma história poética
ou científica( Deus nos livre!),
ou filosófica, religiosa, mística...( Deus nos tenha!),
mas sim uma realidade experienciada a dois,
vivida até os ossos
que o levam na morte!
- Nossa paixão,
 uma experiência  a três com o filho...
a quatro mãos com  a neta, tataraneto...
o qual será o caminhante
 ainda que sem rumo!,
mas na senda,
porquanto sempre será torto o mundo
que é dos homens e dos direitos
que se arrogam os feudais senhores
donos das almas e espíritos venais
- mas não da barra da alva...,
Cassiopeia minha,
que nessa eles não podem tocar
assim como não hão-de tocar
na sua flor de laranjeira
que lateja já por mim
desde a primeira vez
que seus olhos
deram luz à minha face
deitada no pensamento filosófico,
que era minh'alma errabunda
antes de você ma tomar
com suas legiões de amor
a lançar flechas incendiárias fatais...

Nosso amor sobreviverá
ao que vier :
ele já está escrito
n'alma, no peito, nos olhos,
no corpo inteiro,
- em todo o cosmos!!!

 savonarola enciclopedia enciclopédia dominicano savonarola biografia in valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde ver
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científico a medusa de leonardo da vinci pinacoteca museu biografia vida obra do artista renascentista 

Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg

sábado, 9 de março de 2013

SABBATH(SABBATH!) - dicionario dicionário

Quero fugir para a Ilíria("illyricum")
a terra dos homens livres.
( Livres de quê e para quê?!:
para mercar?!
Pestanejar?!
Burilar a nomenclatura botânica...)

Desejo ardentemente
sair desta terra de escravos,
títeres e fantasmas pasmos
em tresloucada diáspora
- fugir dos judeus que judiam de mim
por dentro do coração carmesim
porquanto anseiam deixar o cativeiro
na terra do estrangeiro
e voar ao encontro
de longas asas
de cara na vela do sol
e coroa votada às cefeidas
que ceifam uma vela padrão.
Porém sei que nem lá,
na Ilíria destes tempos em mosaicos
ou em arabescos nababescos,
há mais homens livres
depois desta civilização para escravos
que tomou tudo de roldão
e tornou servo da moeda
ricos e pobres,
mas não nobres
que estes não envilecem por cobre
ouro ou sabre (sabre lá, sabiá?!...
sabe-se lá, sábado, em Sabbath!?(Sabbath)...
em bacanais em que tonteais,
em tonterias e outras histerias,
em processo de resiliência, histerese...).

Não há mais Ilíria,

região ilírica,
para-lírica,
mas apenas (que pena!)
hilária pilhéria,
hilário palhaço
a balouçar o incensário
empunhar o missário,
o bestiário("bestiarum vocabulum"))...
e fazer mau uso do bestunto
em qualquer assunto
de malmequer, bem-me-quer,
na botânica,
na desbotânica
desbotada em flor e pistilo,
estigma, gineceu,  androceu
( O que é seu?!
e o que é meu, meus Deus!?...
dos desesperados!
- ou do desesperado que sou
desde o primeiro céu em hora de aurora
com luz nos olhos de quem olha
e vê o rasgar lucífero das trevas!...).

A flor em seu furor
uterino
é um malmequer.
Malquerença fundada em crença,
desavença
que bota a bota da botânica
na Itália, Gália...
- bem como, ou mal como,
 a desbotânica
sem tônica,
catatônica.
aplatônica...
( A botânica bota no objeto
o ser platônico
que se vira
em amor por flor
- uma filosflor (filosoflor!)
a filosoflorar
com filosofia inacabada
ou alterada pela terra
que agarra a raiz
e molha com molho
o molho do filos,
da família, do gênero, da espécie-Darwin,
da cosmomonia, cosmonomia, cosmogonia,
teogonia(teogonia!)...
que mia no gato,
guincha no rato,
se adequa no pato
em grasnido para corvo,
grunhe no corpo porco...
enfim, chega!).

Quem bem-me-quer
mal não me quer.
E há quem nem me quer
- por certo
e por perto.
E é certo ( ou errado?)
que perto às vezes
é longe demais
mesmo se não segregais
e ainda que "segredais"
ou estais a secretar hormônios
em oaristos,
"ma belle".
lquiria Odin valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde ver
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científ

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

VALQUÍRIA9VALQUÍRIAS!) - etimo etimologia

Ficheiro:The Valkyrie's Vigil.jpg
Solipsistas somos
quando pensamos,
bela Valquíria,

uma das Valquírias,
filha de Odin,
quase uma amazona
em cavalo alado
não fosse o detalhe do seio.

Todavia, esta frase
tem o defeito
da voz estar no plural
quando se disserta
sobre o solipsismo
(um "ismo" a esmo doutrinal,
brava medusa!).

Então recomeço:
solipsista sou ao pensar,
ao passar o pensador
que penso ser
em meu seio.

Eremita do espírito,
tipo Nietzsche,
ou da alma,
que para o filósofo Aristóteles,
era ( a alma!) nada mais, nem menos, Eudemo,
que coisas nossas ("Cosa nostra"),
quer dizer,  os movimentos interiores:
paixões, faculdades e disposições,
coisas que se movem
e constituem a alma
no pensar, talvez sem pensar,
do estagirita de textos exotéricos e esotéricos,
mas não na acepção do místico
que revive em imaginação
os Mistérios de Elêusis.
(No que tange a lira da alma:
eu tenho alma de gato).

Quando penso estou em solidão,
nem sempre em solitude.
Por outro lado
o que medito
faço-o utilizando a língua pelos outros criada,
a qual já peguei, na minha língua
anatômica e fisiológica, 
grande e apta
a expressar um universo
em prosa e verso
desde o berço
até o ignoto para o qual aprôo a proa
em nau para náufrago,
sem embargo de ser
hábil navegador de barcarola,
bergantim, fragata, veleiro brigue à bolina.

Ao pensar penso os pensamentos
que  outros já pensaram
e, destarte, não estou só,
porém em companhia de ideias(formas) platônicas
de um amor que busca outro amor
em outra alma
dita gêmea,
mas fêmea e macho é o que é,
e acha achas de ódio acesas
na escuridão da noite do mocho,
sentimento que mata a alma
ou inocula o vírus que pode matá-la
na mata ou na cidade-fantasma
de almas pensantes
onde grassa a desgraça
em rebanhos de homens
pastando e sendo pastoreados
pensando que são  felizes
tal qual pensava aquele homem
que escreveu a Ética a Nicômaco.
Homem virtuoso, sábio, erudito, magnânimo...:
tudo o que deve ser homem
e o é, se quiser,
com livre-arbítrio ou sem liberdade alguma
na face que carrega o gravame da cultura
e da civilização ocidental ou oriental,
já tardia.

Se penso solitariamente
e, ao mesmo tempo,
não penso em solidão
mas pensando com  pensamento alheio
junto ao meu,
constituindo-o, construindo-o, desconstruindo-o,
pois tais pensamentos e ideias
passam pela minha mente pensante
de instante a instante
a instar pela verdade
ínsita em mim,
a qual só vale para mim
e, no entanto, no  paradoxo da dialética comunitária,
na comunidade dos filósofos,
vivos e mortos os homens,
( os filósofos nunca morrem:
sobrevivem em signos
junto aos poetas!)
- a minha verdade,
que é uma aletheia,
não é válida somente para mim,
neste embricamento em que tudo
é, tautologicamente,  ser e não-ser,
simultaneamente,
em universos paralelos;
esta verdade, no diálogo com Platão,
estão apenas,
com apnéia ou sem dispnéia,
dentre as muitas verdades individuais,
as quais valem para todos,
imbricadas com diferenças de tese,
pois eu me planto
onde outra raiz não cabe,
nem o plâncton;
e o mesmo se dá
com outros vegetais
com ideias cabeludas na cabeça
de basta e farta cabeleira ( da Berenice!)
ou com tonsura
tal qual a minha sem sura
em surreal ato terrenal.

Ao  explanar sobre a maniquéia
dou ao olvido
ou faço ouvidos moucos
à Nicomaquéia
porque sobrevivo num mundo cristão
e, portanto, minha memória genética
tende a lembrar da heresia dos maniqueus
e olvidar a sabedoria justa do filósofo
grego ou árabe.

Entrementes, o conteúdo da Nicomaquéia
e da maniquéia
é tão antigo quanto  pensar do ser humano
e é obra dos povos
e não de alguns sábios e eruditos
e de alguns heréticos
que a santa madre igreja calou
não com as fogueiras da inquisição
que não havia então
mas, quiçá, com o calor
dos discursos inflamados
ou outro modo político mais perverso
e mais afeito aos homens políticos
que nunca perdoam
mas sempre matam
e depois de calar a voz trovejante
perguntam o que dizia o temerário
e coroa-o com louros
para defuntos laureados.
Falácias!
Lauráceas!

Os físicos da quântica coevos
acham que estão no supra sumo do conhecimento,
mas o que sabem e conhecem
é apenas costura de contexto
e amanhã será tão vão
quanto o saber e a erudição medieval
que, não obstante,
é o mesmo saber e erudição contemporâneas
em outra contextualização.
A ciência nunca sabe nada
que não está em contexto;
logo, não sabe nada
e, paradoxalmente, sabe tudo
no contexto lido e escrito, vivido.

A filosofia que é menos prática
que a ciência
e tudo o que sabe e conhece questiona
tem sua práxis no pensamento,
não na realidade realizada ou realizável,
malgrado pensava Marx.
Entretanto, é a filosofia
que constrói o saber o conhecimento
usado na prática
e na práxis do cotidiano atual
e medieval
moderno,
hodierno.
Por Odin dos nove mundos! :
- senhor das Vaquírias.

Digo tudo isso
para o bem da Vestefália.
Vestfália?!
Ficheiro:Valkyrie Copenhagen.jpg
valquiria Odin valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo alado
violinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde ver
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científ

sábado, 26 de janeiro de 2013

FLOR-DE-LIS(FLOR-DE-LIS!) - wikcionario lexico etimo


O pensamento com perspectiva filosofante
não  passa de um ceticismo teórico,
mas a vida
não se reduz à razão,
pois esse reducionismo empobrece
a relação humana
que é mais rica
que o Quietismo(Quietismo!).

A filosofia enquanto crítica acerba
do conhecimento teórico
não permite que o pensamento
chegue ao ponto de fé
ou ao ponto de orvalho
face de areia
lavada pelos olhos
do outro que chora.

A fé,  que é a vida,
que é a esperança,
que salva,
que é o amor,
que é a caridade,
na acepção latina de "caritas" :
amor divino,
a fé e a razão
têm que ser equalizada
na equação
que cabe na física e na matemática
em linguagens poéticas para-glaciares,
sem a libido,
mas não no homem
e na mulher,
onde cabe o amor,
que na paixão vem destroçar
- o coração irrequieto.

A filosofia moderna
livre até no conhecimento,
e do próprio conhecimento liberta,
insurreta, sempre amotinada,
iconoclasta,
indiferente à limitação que representa a ciência,
mera encenação para gente limitada
que não tem cérebro para ato filosófico,
sabe que  o conhecimento científico,
ou da razão ("Scientia rationis")
se restringe ao teorético,
e, portanto, não contamina a prática
do homem comum
nem a práxis do sábio,
pois o fazer
casa-se com o saber
que é pura fé,
vida, amor, caridade...,
porquanto a sabedoria
é inata, ingênita,
viva na inteligência viva da criança
e morta nos adultos amortecidos,
embotados, estapafúrdios, basbaques...

Quando eu era um filósofo epicúreo

olhava com tamanho desdém,
abrangia com um olhar irônico,
sobranceiro e eivado de indiferença
todos os seres humanos.
Hoje fico a cismar
se não foi pelo meu antigo desprezo
pela torpe humanidade
que me apaixonei de verdade
e,à primeira vista me encantei,
desmensuradamente
ao deparar com a medusa
subindo as escadas
que eu então descia
e o desdém aliado à sua beleza
evocou-me o meu ar escarninho de antanho
como o escárnio
apegado à minha inteligência livre e natural,
tirada ao gênio da natureza,
- ao gênio nas crianças!

Será que quando vi a medusa
o que amei foi o epicureu em mim,
observando-o nela refletido
como se fora um Narciso
em forma feminina?!

Ah! o amor!
A paixão, pacto com fogo,
esta lava
que lava a face,
a face de areia
em banho na clepsidra,
com a água da clepsidra,
que apaga a areia
e cava a face
como se fosse uma fauce
ou  uma cova
antes da cova a final.
Vinca-a, ao andar sobre a areia,
o tempo, este filósofo epicurista,
aqui escriba.

As faces dela e minha
na areia da ampulheta
contadas em tempo
são fauces
e foices da morte
que sega.

Quando a vi
subindo a escada
toda tesa
em sua beleza exuberante
fiquei embevecido, extasiado!
Só depois do choque tremendo
é que me ocorreu
que eu era assim
um deus epicúreo
com todo o direito
de desprezar o mundo
dos homens vis
e das mulheres venais
que valem os seus míseros reais,
mas não valem uma flor-de-lis(flor-de-lis!),
nem um miosótis pequenino :
- gente abortada,
sem beleza e destituída de inteligência,
sem dignidade nem honra,
decrépitos, insolentes, levianos,
ineptos para o amor,
inermes vermes...

Vi-a e só então recordei-me,
caí em mim de maduro,
- que eu sou assim
igual a ela,
não similar nem semelhante,
mas igual a ela na equação,
seja no odor que exala da carne
e dos cabelos negros
ou no que mais possa ser
a quatro olhos negros na noite.

Somos um ser ( em dois!) assim
- sem perfumes, nem disfarces, nem ciúmes...
simples, porém não simplórios,
capazes de desprezar o mundo inteiro,
mas a nos amar
até a eternidade passar
e escrever o saltério e os cantares
dessa paixão de vulcão em erupção
nos céus, em rolos de pergaminho,
e na terra, onde nasce o papiro,
epicúrea medusa!

( Excerto dos "Apócrifos da Medusa" e do livro "Os  Cantos Sobranceiros do Jardim de um Deus Epicúreo")

Ficheiro:AUGUST RODIN O pensador (vista frontal).jpg
taxnomia pinacoteca camille pissarro pinacoteca biografia corão alcorãomedusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científico dicionario cientifico nomenclatura binomial nomenclatura